As Prefeituras do Alto Tietê estão unidas para definir estratégias que possibilitem a identificação e a preservação do patrimônio histórico existente na região. Na semana passada, integrantes da Câmara Técnica do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) se reuniram com arqueólogos para elaborar o inventário dessas construções. Quem ganha com esse projeto é a própria região, que terá mais força para obter recursos do Estado e da União para a preservação dos locais, além de possibilitar a criação de ações educacionais e turísticas.
Segundo levantamento do consórcio, o Alto Tietê conta com aproximadamente dez patrimônios reconhecidos e tombados, sendo dois em nível federal. São eles a Igreja do Carmo, com característica barroca típica do século XVII, e o Casarão do Chá, único exemplar da arquitetura japonesa no País tombado pelo patrimônio histórico. Temos no Alto Tietê pontos interessantes a serem visitados e que, recebendo maior atenção, podem se tornar um braço de arrecadação das cidades, como em Suzano, onde encontra-se o Templo Budista e a Igreja do Baruel.
A inovadora proposta do Condemat em nível regional foi elogiada pelo arqueólogo Clayton Galdino, procurado para começar a fazer o inventário e que lembrou que quando o patrimônio é direcionado em caráter regional ele ganha ainda mais importância. Novamente, quem se beneficia com isso são as cidades do Alto Tietê, já que a divulgação dos patrimônios de forma integrada pode ajudar a aumentar o número de visitações de turistas.
Além disso, dar a devida importância ao passado das cidades ajuda a população a conhecer a história de onde vive, o que muda a visão das pessoas em relação a tudo o que está ao seu redor. As edificações e o traçado da cidade dizem muito sobre ela e servem de parâmetro para entendermos sua evolução ao longo dos anos. Quando se entende a história de uma região, ela passa a ser vista de uma forma mais profunda pelos moradores, que acabam entendendo a evolução da sociedade local. Isso forma vínculos mais estreitos com as cidades e, passado isso de geração para geração, se constrói sociedades mais responsáveis, além de formar cidadãos mais preocupados com a manutenção e melhorias nos municípios.
Essas ações regionais, quando bem trabalhadas e recebendo a importância devida, são fundamentais para o crescimento do Alto Tietê. A região poderá dar um passo importante com a unificação do sistema de saúde, e agora também estuda incrementar seu orçamento por meio do turismo e da educação.