Chegamos ao final do primeiro semestre de 2017 com fortes evidências que os sinais vitais da economia brasileira voltaram. Inflação sob controle, expectativa de queda mais acentuada dos juros, desempenho recorde do agronegócio e exportações em expansão.
Os pequenos negócios paulistas já começaram a sentir os reflexos disso. Uma pesquisa do Sebrae-SP mostrou que no primeiro quadrimestre de 2017, tiveram aumento real de 4,2% da receita, na comparação com o mesmo período de 2016. Significa dizer que R$ 198,3 bilhões entraram no caixa das 3,4 milhões de micro e pequenas empresas paulistas, R$ 8 bilhões a mais que os primeiros quatro meses do ano passado. Esse resultado interrompeu uma série de 11 quadrimestres de queda consecutiva de faturamento. Os empreendimentos do comércio ( 6,0%) e de serviços ( 6,8%) puxaram a recuperação.
Por isso, somos contra qualquer aumento de impostos que sacrifiquem ainda mais a sociedade. Essa medida demonstra como é urgente a aprovação das reformas tributária, previdenciária e política, pois somente com normas ajustadas à realidade do século 21 e o efetivo corte de gastos, com aumento da eficiência e redução do desperdício da máquina pública, é que se vai garantir a plena recuperação da economia.
Essa foi a receita utilizada pelas empresas que passaram pela pior fase da turbulência econômica dos últimos anos sem deixar o negócio desandar: fizeram um diagnóstico e implementaram os ajustes necessários, fazendo mais com menos, cortando a carne. É assim que o setor público também precisa agir.
Aumento de impostos não resolve a crise; ao contrário, agrava a situação para todos brasileiros que começam a respirar, mas ainda sofrem com a falta de emprego, de crédito e de confiança.
Vou continuar firme no compromisso de lutar, ontem, hoje e sempre, para que o setor produtivo privado, em especial os pequenos negócios, não só recupere, mas fortaleça seus sinais vitais, e ocupe seu lugar de protagonismo no crescimento sustentável do Brasil.