A regulamentação do aplicativo Uber e outros ligados ao transporte pode estar perto de ser conquistada em Mogi das Cruzes e demais cidades do Alto Tietê. O presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do Uber, de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PV), apresentará ao Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios dos Alto Tietê (Condemat), o anteprojeto criado para regulamentar esses aplicativos. A ideia é que a proposta possa ser adotada pelas cidades da região para criar uma legislação única para o Alto Tietê, a fim de facilitar a fiscalização e funcionamento desses aplicativos. O anteprojeto, baseado em cidades que têm o aplicativo regulamentado, como São Paulo, Vitória, Campo Grande, Campinas e São José dos Campos, já foi encaminhado para a Prefeitura na semana passada. A proposta também deve atender aos taxistas que cobram a regulamentação do serviço.
A discussão já está presente na região desde o início do e, ao longo dos meses, os vereadores realizaram diversas reuniões com setores responsáveis e representantes de outras cidades que já têm o aplicativo regulamentado. O objetivo é se aprofundar no assunto antes de colocá-lo em prática na região.
Entre as regras propostas está o pagamento único de R$ 50 mil por parte das empresas que quiserem atuar em Mogi. Também será cobrado de 1% a 2% por viagem realizada, nos quais 1% quando a empresa tiver sede em Mogi e 2% caso não tenha. Em uma corrida de R$ 10, por exemplo, ficaria entre R$ 0,10 a R$ 0,20 para Mogi.
Com esta notícia, muita gente já está pensando em se tornar um motorista do aplicativo ou mesmo acumular a função para obter uma renda extra. Afinal, fazer o cadastro é fácil e rápido, o que anima ainda mais as pessoas. Além disso, flexibilidade de horário e lucro proporcional ao esforço, também fazem o cidadão pensar em se arriscar nesta nova atividade. Mas, antes de encarar esse desafio, é importante colocar os gastos na "ponta do lápis" e reestruturar as finanças. Na animação de ganhar dinheiro dirigindo o próprio carro, muitos fatores são esquecidos, como as despesas do veículo - que serão aumentadas pelo desgaste maior do automóvel - e o aumento da concorrência, o que pode, com o passar do tempo, reduzir o valor da corrida. A falta de regulamentação (realidade de hoje), falta de salário fixo, e não direito a férias, 13º salário e FGTS, também devem ser levados em conta.
Toda "profissão do momento" desperta interesse, como não deveria deixar de ser, mas, é importante analisar todos esses pontos. Dinheiro justo e fácil, não existe.