As próximas eleições vão acontecer daqui a quase 15 meses. Parece que estão longe, mas na verdade estão muito perto. Ainda que não haja qualquer definição acerca de candidaturas - mesmo porque nem é permitido -, o que surge são previsões e análises daquilo que pode ocorrer. Tudo interfere na hora de os partidos políticos e as coligações definirem os nomes que concorrerão aos cargos em disputa, especialmente à sucessão presidencial. Um dos fatores é o mercado financeiro, que não dita as regras diretamente, mas pode indicar um direcionamento em relação ao futuro do País. Se a economia vai bem, a política também, e vice-versa. Por isso os investidores estão sempre interessados em quem está no comando do País.
O que já circula nos bastidores e no noticiário econômico é que o mercado financeiro se preocupa com a lista de candidatos com potencial de vencer a eleição para presidente da República em 2018. Para grande parte desses investidores, pelo menos dois nomes precisam constar neste rol, dois tucanos: o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin. Isso porque consideram que ambos se comprometeriam com as reformas que seriam necessárias, ao passo que nomes como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) não inspiram confiança do mercado no sentido de tomarem medidas que são encaradas como necessárias para o desenvolvimento do País.
O cenário não é muito concreto para o eleitorado. Não só porque nada está em caminho de definição, como também porque não se sabe nem se a lei eleitoral vai permitir que alguns candidatos concorram ou mesmo assumam o cargo em caso de vitória. Isso se aplica principalmente à situação de Lula, que responde a processos na Justiça e pode ver seu plano de disputar o pleito naufragar primorosamente.
Os investidores estão satisfeitos com a atual situação. Consideram que o caminho a ser trilhado para que o Brasil não volte a entrar em crise profunda é esse e precisa ser continuado. Ou seja, veem nos candidatos de partidos que hoje são oposição um risco. Mas quem decidirá o futuro é o eleitorado, independentemente do que querem ou não os investidores.
O que se espera é que o povo brasileiro tenha mais sabedoria e discernimento, depois de tantos casos de corrupção, para escolher melhor, em todos os níveis. Ninguém sabe a resposta certa ou tem a receita ideal. É preciso saber bem o que vai optar para que seja o melhor caminho. O mercado já está atento. Tomara que os eleitores também.