Inflação controlada e só o que temos. Juros e desemprego altos e a atividade econômica não dá sinais de recuperação efetiva. O presidente da República denunciado, serve apenas aos interesses do poder econômico, já que a única coisa que efetivamente fez até agora foi reduzir e dificultar o exercício dos direitos dos trabalhadores e agora tenta aprovar a redução dos direitos dos segurados do INSS. E cumpre com o apoio irrestrito do PSDB.
Não se fala em reforma política, em reforma tributária, nem em medidas efetivas para a retomada do crescimento econômico. O Brasil patina na lama da corrupção. Ensaia-se uma troca de seis por meia dúzia, com flertes do presidente da Câmara com a faixa presidencial. E todos em recesso, porque, afinal de contas, está tudo uma maravilha no Brasil e Brasília pode parar até agosto.
A população não está sendo insuflada pelos movimentos cibernéticos do PSDB e assim os "movimentos" populares não batem panelas contra Temer, nem poderia ser diferente. Como convocar manifestações para protestar contra o presidente acusado de receber por seu preposto R$ 500 mil, quando o presidente do partido aliado, o senador Aécio Neves é acusado de pedir R$ 2 milhões para pagar seus advogados?
Fica difícil, daí porque os movimentos de direita que colocavam as pessoas na rua agora se calam. Mas Marcos Valério, o operador do mensalão do PT, agora fechou acordo de colaboração premiada para contar o que sabe sobre o mensalão mineiro do PSDB. Aguardemos e vejamos o que tem a nos contar o Marcos Valério. Veremos se o mensalão é partidário, apartidário ou bipartidário.
O que temos visto até agora é que a corrupção não escolhe sigla e que os que pareciam ser mocinhos também são vilões e a nós só resta o poder de acabar com tudo isso em 2018. Não podemos nos esquecer e, principalmente, não podemos reeleger quem apenas nos causou dano.
Seu Rodrigo Janot, o que se espera é que tenha muito bambu ainda na Procuradoria-Geral da República e que todas as flechas necessárias sejam disparadas antes de sua saída.