Cá estamos em um cenário incerto quanto aos candidatos que concorrerão na próxima eleição presidencial brasileira, mas é evidente que, quanto mais o dia se aproxima, tudo vai-se alinhando e o povo já começa a pensar em quem votar. Sob esses termos, os partidos e forças políticas vão estabelecendo suas estratégias que incluem o nome, o discurso, conforme a conjuntura - isto não deveria ser assim - e a tempestividade de expor seu candidato, uma vez que a revelação prematura pode dar margem a tantos e sucessivos ataques que enfraqueçam, assim como, a indicação muito à frente pode significar falta de tempo para a campanha geral: estes três aspectos da estratégia, dentre outros.
Ocorre que vivemos um momento ímpar, no qual temos a oportunidade, como cidadãos, de rever a nossa motivação para o voto. Mas o que isso significa? Deveria significar, primeiramente, que tal motivação não deve ser a troca pelo favor, a contrapartida ao carisma, a subserviência ao populismo, a condescendência ao "politicamente correto", a satisfação do parente, amigo ou cabo eleitoral conhecido. Afinal, o que me motiva a votar em determinado candidato?
Entendo que deva ser o que ele defende: a proximidade de cosmovisão e o alinhamento do pensamento podem ser a motivação do meu voto, obviamente, considerando que quanto à conduta moral, o candidato já tenha sido analisado e aprovado. Nessa esteira, é importante que nas próximas eleições, nós, votantes, definamos algumas alternativas de candidatos e pesquisemos sobre os mesmos: em que partido estão? Quais são os valores defendidos pelo partido? Quais são os valores do candidato? Qual é a sua ideologia, se houver alguma? Aqui é interessante frisar que muitos políticos atuais não conheçam bem os seus partidos, as origens dos mesmos e afirmem não compactuarem com qualquer ideologia! Portanto, se a nossa motivação para votar estiver equivocada, também, assim será o nosso voto! Votemos, pois, em quem puder nos manter sob esperança, mesmo que para um longo prazo!