O Governo paulista tem tratado instituição basilar, como filha espúria! Esquecendo-se da história que enobrece a Policia Civil estadual; fechando os olhos para o papel relevante que exerce na distribuição da segurança ao cidadão cada vez mais carente; promove verdadeiro desmonte em suas bases.
O efetivo, dia a dia diminui - mercê da debandada dos que não suportam ser relevados a planos inferiores -; os concursos não se abrem - e mesmo os aprovados há tempos não são empossados -; as verbas minguam; os recursos se escasseiam!
Prova do que se diz - além dos constantes reclamos nas redes sociais que espelham as certezas obtidas a olhos nus -, veio à tona esta semana, quando o Delegado-Geral Adjunto, enviou comunicação eletrônica aos responsáveis pelas repartições, relatando situação caótica, e pedindo ideias para plano de contingenciamento de verbas que permita enfrentar a absoluta indisponibilidade financeira enfrentada!
Preso aos salamaleques do palácio que habita - ilha por certo segura enquanto inexpugnável -; alheio aos reclamos dos que suportam os pavores dos índices crescentes da criminalidade; usando do hábito de se fazer de desentendido; o gestor procura se alhear ao problema.
Experiente na arte de engambelar, quando inquirido sobre a triste realidade desconversa daqui e dali, fazendo promessas vazias, que, como sempre, teima em não cumprir.
Por outro lado, como o "Reizinho", revistinha das antigas, que me preenchiam os dias primaveris, encanta-se com o rufar dos tambores, com a estridência dos clarins, com os desfiles das tropas, com o balouço das medalhas, com os rapapés com que lhe brindam os quartéis.
Neste passo, enquanto a usura esfacela a coirmã, se empenha em conseguir mais 2,2 mil novos policiais, e 221 oficiais para a Polícia Militar, brindando-a, outrossim, com 72 novas viaturas!
Para a tropa, nada falta!
Não sei se, infante, ainda brincando com soldados, o fato é que a atitude se traduz explícito e infame desserviço a todos nós!