Diógenes, filósofo grego, conhecido pelo cinismo, teve fama no séc. IV a.C. ao afirmar que a felicidade se obtém quando satisfazemos nossas necessidades primárias da maneira mais econômica e simples, e acrescentava que tudo quanto é natural não é desonroso, nem indecente, portanto, pode e deve ser feito em público. Seu desprezo pela humanidade era visível, em pleno dia, com uma lanterna na mão "à procura de um homem honesto".
Jabor outro dia afirmou que os nossos homens públicos quando dizem que algo é mentira podemos acreditar que é verdade, e quando dizem que é verdade pode apostar que é mentira. Estamos vivendo, nesse final de tempos, com a lanterna da verdade na mão, à procura da moral e da ética escondida nas densas trevas do relativismo.
Pilatos ao ouvir Jesus dizer: "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz", antes de apresentá-lo como prisioneiro à multidão, indagou-lhe: "Que é a verdade?" Depois de açoitá-lo, o corpo ensanguentado, coberto por um manto de púrpura, e tendo na cabeça uma coroa de espinhos, ridicularizado, desprezado e desonrado em sua aparência, "nele não víamos beleza alguma" como citou o profeta Isaias, Pilatos, então, com sarcasmo apresentou-o ao povo como um derrotado rei dos judeus, dizendo: "Eis o homem!".
Na realidade, a maioria das nossas escolhas de aceitação ou rejeição se realiza pela aparência. Quando desejamos destruir a reputação de alguém, colocamos sobre a pessoa um manto púrpura de calúnias, sem levar em conta as virtudes reveladas em seu caráter, assim como ocorre a qualquer organização.Vivemos o sucesso do anti-herói: virtude é ser esperto, enganar sem ser descoberto, roubar sem ser preso, delação premiada sem o devido castigo, infelizmente, até nos faz pensar se o crime compensa!
Para os homens que governam bem Jesus é o modelo das virtudes. Eis o homem em quem se pode crer.