As Prefeituras da região estudam a possibilidade de criar, por meio do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), um Sistema Integrado de Saúde (SIS) regional. O projeto ajudaria a enxergar de forma mais organizada as necessidades das cidades neste setor, além de facilitar o requerimento de recursos estadual e federal para os municípios que fariam parte desse "pacote". O principal objetivo da ação, se concretizada, é somar forças para que os cidadãos dos municípios que integram o Condemat possam ter um atendimento mais agilizado quando necessitar de um exame ou marcar uma consulta médica.
Por exemplo, se uma cidade tem uma alta demanda para um determinado exame, mas não oferece a estrutura hospitalar necessária para realizar o serviço, ao invés dessa Prefeitura pleitear recursos para compra de equipamentos, bastaria criar um convênio com alguma outra administração municipal do Condemat para que o paciente pudesse ser atendido. Isso beneficiaria a todos. A ideia, apresentada pelo prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), deve ser elogiada, tanto que foi bem vista pelos demais prefeitos que participaram da reunião realizada pelo consórcio na última segunda-feira.
A população brasileira fica cada vez mais velha, diferentemente do cenário encontrado até os anos de 1980, quando os mais novos eram predominantes. Estudos mostram que até 2050 o País passará de 20 milhões de idosos atuais para 65 milhões. Por isso a importância de se preocupar com essa questão desde já. Temos estudos recentes que alertam para esta preocupação, então, o que mais esperar? Afinal, o fato da expectativa de vida do brasileiro ter aumentado e continuar aumentando, não significa que a população tem à disposição toda estrutura que necessita para tratar suas enfermidades. Temos uma pequena amostra disso no Alto Tietê, onde é comum a enorme fila de espera para exames e o deslocamento de pacientes para se tratarem em outros municípios.
Quando o assunto é saúde, é preciso pensar de uma forma mais ampla e antecipada, como está acontecendo na nossa região. Vemos uma preocupação regional, e isso é importante e pode fazer a diferença daqui a alguns anos. A velhice não chega sozinha. Com ela, é comum que o corpo fique mais debilitado e fragilizado, e que as visitas ao médico aumentem.
São as ações que os nossos governantes tomam hoje que dirão, no futuro, se o Brasil será um País com idosos saudáveis ou se enfrentarão o inverno da vida em condições precárias.