Patrick, moço bem afeiçoado, casado, pai de dois filhos, exercendo a profissão de dentista em Brasília, situação financeira estável, membro atuante da Igreja Presbiteriana daquela cidade decidiu ser missionário, com sua família, em um país árabe. Qualquer apelo à razão nos faz concluir que esta tomada de atitude é loucura.
Quem despertou nele tão grande coragem para, em testemunho, confrontar os princípios do islamismo com a verdade revelada do cristianismo? Sem levar em conta o atributo onisciente de Deus, pensamos, também, em Sua coragem e em Seu desprendimento em nos ter enviado o seu único Filho à Terra para conviver conosco e nos justificar através do seu sangue derramado na cruz. Como disse Einstein: "Deus não joga com dados", seu plano de salvação dos seres humanos pela evangelização foi estabelecido e foi cumprido na cruz, Jesus mesmo disse: "Quem crer e for batizado será salvo, quem, porém, não crer será condenado".
Na sinagoga, em Nazaré, ao receber o livro do profeta Isaias, leu no inicio do trecho em Lucas 4: 18, o qual se referia a sua própria pessoa: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar...", aí está a razão da coragem de Jesus para criticar a hipocrisia dos escribas e fariseus, como, também, de oferecer-se em sacrifício vivo na cruz; e esse é também o mesmo Espírito que ungiu e deu coragem ao Patrick para ser missionário no Oriente.
Essa coragem primeiramente precisa ser dinamizada pela fé para, depois, ser entendida de forma racional e espiritual. Qualquer missão destinada a tornar-se vitoriosa precisa estar imbuída da sabedoria, depois do conhecimento, e por fim da riqueza, tanto de bens materiais como de espirituais. Muita gente vê o fracasso dos seus sonhos quando começa pela cauda e não pela cabeça: firmando-se na riqueza, no pouco conhecimento e na escassa sabedoria. O Rei Salomão, no princípio do seu reinado, pediu a Deus sabedoria, foi agraciado com ela, e ainda, foi-lhe acrescentado conhecimento e riqueza.