A situação do País seguirá delicada por um bom tempo. Se tudo der certo, a situação econômica deverá começar a melhorar apenas depois que o próximo presidente assumir, em 2019, e tiver um pouco de tempo para organizar a "casa". Por enquanto, o que vemos são investidores temerosos em apostar seus negócios no Brasil.
O primeiro passo para o próximo presidente será desenvolver ações de contenção de gastos, providência esta que não vemos sendo tomada pelo o atual chefe do Executivo, Michel Temer (PMDB). Aliás, nem por ele, nem pelos seus antecessores.
Muito se fala da difícil situação pela qual o Brasil passa. Vemos políticos levantando a questão de contenção de despesas, mas eles mesmos não querem ser afetados. Se a classe política não dá o exemplo, fica muito difícil exigir o mesmo da população.
Ao mesmo tempo em que procura formas de evitar um rombo ainda maior nas contas, o governo mantém gastos e privilégios que seriam desnecessários em qualquer país desenvolvido. As despesas poderiam começar a ser cortadas pelos carros oficiais do governo. Se economizaria com motoristas, combustível e manutenção dos veículos. A contenção seria de milhões. O governo não sabe (ou não quer) economizar.
Indícios de que atitudes como essa deveriam ser tomadas estão diante dos olhos de todos. Se falarmos apenas do Alto Tietê, vemos que falta dinheiro para manutenção de estradas, nos hospitais, nas escolas, para as Polícias etc. Enquanto isso, sustentamos 28 ministérios com quase 100 mil cargos e funções de confiança. E essas despesas só aumentam a cada ano.
Cada deputado pode ter 25 assessores. A Câmara tem 513 deputados. Alguns senadores têm mais de 80 assessores. O Senado tem 81 senadores. Para que a Câmara e o Senado funcionem são necessários quase R$ 28 milhões por dia - pagos por nós.
O Judiciário têm férias de quase 60 dias. E o chamado auxílio-moradia é pago até para juízes, promotores e procuradores que têm imóveis próprios nas cidades onde trabalham. A mudança na legislação, neste sentido, já economizaria outros bilhões de reais.
A sociedade tem que exigir que o governo cumpra com sua parte. A mudança, muitas vezes, precisa começar de cima para baixo. Se a população começar a sentir segurança no Poder Público, já será um grande passo para uma transformação. Mas, contrariando o que muitos dizem, ela não depende de nós, mas dos políticos. E, para que isso ocorra, seria preciso que a classe política abrisse mão de muitos benefícios. Difícil...