A violência contra adolescentes nas comunidades e nas ruas é um fenômeno tipicamente urbano e fortemente determinado pelas desigualdades sociais e econômicas nos espaços. Caracterizada, em sua maioria, pelos assassinatos por armas de fogo, acidentes de trânsito e exploração sexual, a violência em espaços urbanos tem aumentado no Brasil e no mundo.
As maiores vítimas da violência urbana são os adolescentes moradores de comunidades populares e de periferias. Em situações de ausência de políticas públicas eficientes e transformadoras, de opções de educação, de oportunidades de emprego, abre-se uma porta para a ação de aliciadores que recrutam crianças e adolescentes para o tráfico de drogas e armas, alimentando dessa forma, ainda mais a criminalidade.
Os dados sobre mortalidade de crianças e adolescentes são alarmantes. Levantamento do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, com base no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), mostra que o número de homicídios contra jovens em 30 anos cresceu 346%.
É necessário que haja políticas públicas voltadas a jovens, principalmente em lugares mais carentes, como é a região do Alto Tietê como um todo. Como diz o ditado popular, "mente parada é oficina do mal", por isso, os jovens precisam de incentivos a cultura, educação, esporte para que o crime se torne desinteressante aos olhos desses adolescentes que muitas vezes não têm acesso a nenhum tipo de informação.
Além disso, é importante também que a população cobre e questione os gestores que foram eleitos para solucionar os problemas, principalmente o da segurança pública. Nosso gabinete vem lutando diariamente desde o primeiro dia de ano legislativo para que medidas sejam tomadas pelo Poder Executivo, a fim de que jovens possam estudar, ter lazer, praticar esportes e trabalhar com segurança, levando uma vida aonde o direito de ir e vir, previsto na constituição federal, não seja violado pela insegurança instaurada no país atualmente.