Nosso nada legítimo presidente foi para o outro lado do mundo em visita oficial a dois países: Rússia e Noruega. Um balanço rápido da empreitada nos mostra que tal viagem foi um verdadeiro vexame. Antes mesmo de seu início, a malfadada viagem fez sua estréia com uma grandiosa gafe do site do Palácio do Planalto, que chegou a publicar na agenda do presidente a partida de Brasília para a "República Socialista Federativa Soviética da Rússia", quando o nome oficial do país é Federação da Rússia. A denominação que apareceu na agenda foi usada durante o regime comunista, entre 1917 e 1991, para designar a Rússia no interior da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). O erro de informação permaneceu no ar ao longo de 15 minutos e acabou sendo corrigido.
Na Rússia, primeira parada de sua viagem, o desprestigiado presidente foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, cargo de segundo escalão, e pelo embaixador brasileiro Antonio Salgado.
Na Noruega, não foi diferente: Temer foi recebido pelo comandante da base aérea onde fica o aeroporto, pelo chefe interino do cerimonial da Noruega e pelo embaixador do Brasil no país, George Prata, e pela embaixadora norueguesa no Brasil, Aud Wiig.
Após se encontrar com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, Temer anunciou que teria um encontro com o "rei da Suécia", quando na verdade seu encontro era com o rei da "Noruega".
O governo da Noruega ainda criou uma saia justa ao anunciar o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento. O anúncio foi feito em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.
A título de informação, a Noruega é o maior doador ao Fundo da Amazônia e já destinou ao Brasil US$ 1,1 bilhão (R$ 3,6 bilhões) entre 2009 e 2016. Mas, para este ano, a liberação de recursos foi reexaminada. Em uma carta enviada pelos noruegueses ao governo brasileiro, o alerta já estava claro de que o dinheiro poderia secar diante das falhas do Brasil em suas políticas ambientais.
Como se fosse um enredo de uma piada pronta, o Brasil de Temer e a Rússia do Putin manifestaram apoio a intensificação dos esforços internacionais na área do combate à corrupção.