Por mais que não se queira a coerência do Governo Temer tem que ser enaltecida!
Ganhando a gerência do País de maneira pouco digna, o político se empenhou em construir covil indisfarçável de parlamentares, "bandidos" de alto coturno.
De início, fiel à sua estratégia, elegeu para os Ministérios pessoas dignas dos cartazes de "Procura-se", as quais, pressionadas pelas notícias de seus procedimentos pouco republicanos, não resistiram aos apelos populares e se escafederam rapidamente!
Depois, cuidou de ter em seu "Conselho de Estado", cobras criadas que lhe incentivaram a prosseguir em suas traquinagens, apontando-lhe os caminhos para ludibriar o populacho.
Por fim, produto de seu passado pontilhado de derrapagens, foi pego com a boca no gargalo, ao, de maneira indigna para chefe de Estado, no calar da noite, receber em seu gabinete empresário corrupto que lhe relatou tramoias, e, ao que se diz, com ele traçou planos visando outras patifarias!
Não poderia ser diferente, portanto, em gestão tão podre, escolherem-se larápios do erário e cultores de outras modalidades criminosas, para o comando do Conselho de Ética do Senado!
Afinal, o órgão que tem por função analisar a quebra do decoro parlamentar, ato que pode levar à cassação, deve ter em sua chefia, os conhecedores profundos do assunto, e não sérios parlamentares que se embasbacariam ante a sordidez de alguns de seus pares!
Do rol das "íncritas otoridades", aparecem, entre outros: Jucá - um dos pulhas defenestrados de Ministério, loquaz inimigo da Lava Jato, e investigado por rapinagem e obstrução da Justiça; Ivo Cassol, senador condenado desde 2013, pelo STF, mas que exerce funções enquanto recorre; Jader Barbalho, o covarde que renunciou ao mandato em 2001, para não ser cassado, e se vê envolvido em 10 inquéritos e 5 ações penais; Eduardo Braga, alvo de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa!
Tenho ou não razão? Em gestão tão corrupta, não deve se dar aos ratos o controle do queijo?