A região terá hoje o primeiro evento para discussão ampla sobre uma problemática comum a outras localidades e que até então não havia sido tratada desta maneira por aqui. A intenção do Fórum de Resíduos Sólidos do Alto Tietê é não apenas envolver todas as cidades em um debate que precisa ser aprofundado como também buscar alternativas em conjunto que possam ensejar soluções a longo prazo e, principalmente, para que não continue sendo uma grave e eterna questão para as próximas gerações.
A exemplo de outros assuntos e setores públicos, a união regional, sem dúvida, poderá ser extremamente eficiente para se chegar a um denominador comum. Ou seja, o que é uma opção para determinada cidade poderá ser também para outra. Experiências, aspectos negativos enfrentados, alternativas buscadas e tentadas, possibilidades cogitadas, esclarecimentos sobre algo até então desconhecido, enfim, pode se tirar proveito de muita coisa a partir desta iniciativa do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) de unir oficialmente a região em busca caminhos para o lixo.
O evento contará com painéis sobre soleta seletiva, logística reversa, resíduos da construção civil e planos regionais de resíduos, a fim de que se possa buscar diretrizes para a elaboração do Plano Regional de Gestão de Resíduos Sólidos, com a definição de novas tecnologias e as melhores alternativas para destinação final. A participação de representantes do Poder Público e também de profissionais especialistas e da sociedade civil será essencial para que o fórum não fique apenas nas ideias e nas discussões e resulte em ações que possam evitar que no futuro continuemos a nos deparar, como comumente ocorre, com falta de aterros para destinação do lixo em determinada cidade e problemas na coleta.
De acordo com o Condemat, a região produz, diariamente, 3 milhões de toneladas de resíduos e somente Guararema e Guarulhos contam hoje com aterros sanitários próprio em seus territórios. As outras nove cidades dependem da iniciativa privada e gastam bastante com o transporte de detritos.
Tomara que seja este o início de alguma mudança. Vai beneficiar as Prefeituras e também o Meio Ambiente, caso se encontre meios mais sustentáveis, ecológicos, econômicos e inteligentes para o tratamento de lixo. Não só é extremamente necessário como também já passou da hora de esse assunto ser resolvido. E tomara também que vontades antagônicas não impeçam que se chegue a um consenso.