Eis o novo nome nacional. Assim como Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF), quando relator do Mensalão, e Sérgio Moro, na condução da Lava Jato, o ministro do TSE Herman Benjamin escreve o seu nome na história.
Todos acompanham atentamente o voto do relator da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo da Chapa Dilma-Temer, acusada de abuso de poder econômico. Que houve abuso de poder econômico ninguém duvida, e não só da chapa vencedora, mas da perdedora também, encabeçada por Aécio Neves (PSDB). O fato é que o relator, de modo destemido, tem demonstrado que o que está no mundo está também no processo. Já deixou claro que não ignorou em seu voto os elementos que aportaram no processo após o seu início. Quem defende Michel Temer esperneia, e não sem razão, o maior cargo da República está nas mãos dos ministros do TSE.
Justiça seja feita, a procedência da ação é a única solução correta. É fato notório, de conhecimento geral, que a campanha eleitoral que elegeu Dilma e Temer só se sagrou vitoriosa em razão das ilicitudes na captação e utilização de recursos financeiros ilícitos, oriundos da corrupção e sem declaração à Justiça Eleitoral. Quanto a isso não há dúvida, basta ler os jornais, as revistas, assistir aos telejornais e à web. É claro que cada um defende o seu próprio interesse; Temer não quer deixar o cargo, aliás quem iria querer? Se segura como e enquanto pode.
O voto do novo herói nacional, Herman será pela cassação da chapa, basta agora saber se a maioria o acompanhará. Gilmar Mendes, presidente do TSE, dá sinais claros de que não entende do mesmo modo. Os juízes e ministros têm independência funcional, garantias constitucionais que os põem a salvo de qualquer tipo de pressão, e são absolutamente livres para julgar de acordo com a lei e as provas. Mas os escândalos que repercutem mundo afora, não serão ignorados no formalismo do processo.
A esperança do brasileiro, mais uma vez, está nas mãos do Judiciário. Os nossos heróis usam capas pretas.