Fogueiras...antigamente quando se convidava a uma festa junina, certamente, alguma fogueira veríamos. Hoje, se isto ainda ocorre, é só na zona rural ou afastado da cidade, pois há normas que as vedam por segurança e meio ambiente.
Mas quando o assunto é fogueira, ainda muito nos lembramos das fogueiras da desgraça das execuções medievais ou das queimas de livros nas praças nazistas, ou mesmo da fogueira das vaidades, tão característica das brigas pelo poder, seja nos meios privados ou públicos.
Aliás, ao se falar dos públicos, podemos ver as tais em meio aos tantos duelos entre os poderes constituídos, agora, na também fogueira da intitulada caça à corrupção.
Mas há ainda as boas fogueiras como aquelas do fogo das paixões, do amor, que agora em junho como flor desabrocha. São as fogueiras de junho, do Dia dos Namorados, que agora se avizinha, às festas juninas em homenagem aos santos católicos do período, que de festa caipira ou regionalista já cede lugar até mesmo aos modernismos do estilo country estrangeiro.
Em todos os casos o forte da época para qualquer uma das festas é sempre o comércio de produtos de consumo e o bom direito do consumidor, que recomenda cautela com ofertas e validade dos produtos, observando nestes, se alimentícios, lotes e datas de fabricação, alertas de riscos a saúde, peso e origem.
O meio ambiente também alerta contra os balões que, apesar de brilharem nos céus, podem devastar áreas verdes e ceifar vidas inocentes pelos incêndios ocasionais, sendo crime ambiental (lei 9605/98) fabricar, vender, transportar ou soltar balões.
O Dia dos Namorados, por sua vez, enseja compras usuais de presentes, com a exigência da nota fiscal para garantia a partir da compra por 90 dias para produtos duráveis e 30 dias para não duráveis, sem prejuízo da garantia que o lojista queira também dar e que a estas se soma.
É... são tempos característicos de festas, onde o fogo da paixão do Dia dos Namorados ou das fogueiras das festas juninas, neste ano, infelizmente, se ofuscam com o crepitar das fogueiras da crise na política nacional.
Enfim, melhor mesmo é ficarmos neste artigo falando só das boas e velhas fogueiras, pois de fogaréus e fagulhas como as de Brasília só mesmo o tempo e sua justiça é quem poderá apagar.