Mais um imbróglio está feito: ninguém sabe se Michel Temer fica ou sai; se ficar ou sair, ninguém sabe sob que motivo será; muitos pensam que é melhor que saia porque, simplesmente, um presidente não pode fazer o que fez; outros afirmam, pragmaticamente, que é melhor para o País que fique, sobretudo por causa da economia e das eventuais reações do mundo exterior a uma nova deposição presidencial.
Diante da incerteza, os brasileiros tentam se preparar para encarar qualquer um dos possíveis cenários. Se Temer fica, vamos tocando a vida como dá, até as eleições de 2018; será muito difícil sua sequência de governo, mas, pelos últimos sinais da economia, elemento mais urgente a ser atendido, pode ser que atravessemos o vale sem maiores sobressaltos, afinal, o pior já passou e saímos de oito trimestres de recessão para um crescimento do PIB no último trimestre.
Se Temer cai, o normal é termos eleições indiretas como prevê a Constituição Federal, embora, sem haver regulamentação para tal, nem tampouco experiência. Se não ocorrer o natural, haverá eleições diretas, a partir de uma emenda constitucional, situação em que o Congresso Nacional julgado inapto para eleger indiretamente o novo presidente será considerado apto para mudar a Constituição!?
Bem, a possibilidade das eleições diretas existe, de fato, e muitos têm-se manifestado favoráveis a essas, acima de tudo, sob a simples alegação de que, em qualquer hipótese é mais democrático que o povo escolha.
Pois bem, neste caso, pelo amor de Deus: que seja um pleito seguro, desta vez, sem Smartmatic e sem urnas eletrônicas de primeira geração, suscetíveis a fraudes e manipulações; que o vitorioso possa provar que venceu e que o derrotado possa conferir e confirmar a derrota.
Isto é simples de ser feito e não podemos cair mais na mesma esparrela, pois já são várias eleições em que o eleitor não tem a mínima possibilidade de conferir seu voto e cujas apurações se dão de forma obscura, a partir da eterna máxima: "la garantia soy yo"!