Nesta semana, o prefeito de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB), foi condenado pela Justiça Eleitoral por utilizar o famoso "caixa 2" durante sua campanha nas eleições de 2016. O cargo do político pode ser cassado nos próximos dias, caso não entre com recurso, o que deve ocorrer já no início da próxima semana. Mais uma vez, a mensagem é dada aos políticos de toda a região: a Justiça está de olho em tudo, e não quer mais saber se o acusado tem poder ou se é apenas um simples trabalhador.
Ainda neste mês, vimos uma foto divulgada na Internet do ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filló, com roupa de presidiário entrando no Fórum do município. Ele foi condenado por corrupção, em um caso envolvendo uma licitação mal explicada. Outros ex-prefeitos do Alto Tietê também cumprem pena na cadeia ou tentam provar sua inocência de acusações na Justiça.
O mais interessante, é que nem sempre as punições são por crimes como corrupção, não, nem todos são corruptos mesmo. Em muitos casos, políticos acabam perdendo seus cargos por falhas na administração. Um bom exemplo é o do ex-prefeito de Poá, Francisco Pereira de Souza, o Testinha, que teve de abandonar a prefeitura após criar uma "taxa do lixo" sem passar o projeto pela Câmara. Antes disso, ele quase se deu mau por ter pintado os muros da cidade de uma cor específica. Tudo isso mostrou falhas de assessoramento, administração e experiência.
Durante muitos anos, cidades aqui do Alto Tietê foram administradas por prefeitos coronéis, aqueles homens no estilo "poderoso chefão" que mandavam e desmandavam nos quatro cantos do município. De um tempo para cá isso tem mudado, mas o profissionalismo ainda corre atrás do tempo perdido.
Entre as funções mais importantes dos dias atuais está a boa formação de sua equipe de trabalho, com profissionais capacitados que não deixarão brechas para irregularidades. Outro fator determinante é a reestruturação de secretarias e a diminuição de funcionários ociosos dentro da instituição. Porém, nada disso bastará se o prefeito não manter sua conduta correta, sem desrespeitar as leis.
Em 2017, agir fora da lei é praticamente impossível, devido a qualidade e atuação incisiva da Justiça. Portanto, como já dito anteriormente em outros editoriais e reportagens, os políticos precisam estar cada vez mais atentos aos detalhes, que podem colocar todo um bom governo em risco e, consequentemente, o futuro de cidadãos que apostaram naquele candidato.