A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio do Programa Refloresta-SP, viabilizou a restauração de 17,5 hectares de áreas degradadas com resultados expressivos: mais de 80% de cobertura de vegetação nativa, alta densidade de regeneração natural — com média de 3.043 indivíduos por hectare — e diversidade de 38 espécies nativas regenerantes. As áreas restauradas estão localizadas em Mogi das Cruzes, com 9,8 hectares, e Santa Branca, 7,8 hectares.

Os projetos foram apresentados e executados pela Da Serra Ambiental, empresa que atua em parceria desde 2015.  Concluídos no último dia 10 de março, os projetos foram validados em vistoria final realizada pela Comissão Executiva do Programa Nascentes e comprovou o êxito das ações de restauração ecológica em duas iniciativas da Prateleira de Projetos.

A restauração em Mogi e Santa Branca, totalizando 17,5 hectares, foi viabilizada por meio do direcionamento de 18 Termos de Compromisso de Regularização Ambiental, oriundos de processos de licenciamento, evidenciando a efetividade do programa na articulação para o cumprimento de obrigações legais e resultados ambientais concretos. 
 
Nascentes

 
Reestruturado em 2022, por meio do Decreto 66.550/2022, o Programa Nascentes passou a integrar uma das linhas de ação do Refloresta-SP, consolidando-se como um importante instrumento de promoção da restauração ecológica em áreas prioritárias para a segurança hídrica e a conservação da biodiversidade. 

Um dos principais diferenciais da iniciativa é a Prateleira de Projetos, frequentemente comparada a um “Tinder ambiental”, por conectar, em uma mesma plataforma, proprietários de áreas a serem restauradas, financiadores — por obrigação legal ou iniciativa voluntária — e organizações executoras especializadas em restauração ecológica.  

“As áreas restauradas demonstram que é possível transformar obrigações legais em ganhos ambientais concretos, com impacto direto na proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade. A estratégia da Prateleira de Projetos permite concentrar esforços em territórios prioritários e ampliar a efetividade das ações de restauração, garantindo resultados consistentes e mensuráveis”, destaca a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patricia Locosque Ramos. 

Além dos ganhos ambientais, o modelo que promove a integração entre poder público, setor privado e organizações especializadas em restauração, contribui para o foralecimento de uma agenda de conservação com impactos também nas dimensões social e econômica.    

Programa Refloresta-SP 


Coordenado pela Semil, o Programa Refloresta-SP tem, dentre seus objetivos, a restauração ecológica, a recuperação de áreas degradadas e a implantação de florestas multifuncionais e de sistemas agroflorestais e silvipastoris, de forma a contribuir para: mitigação das mudanças climáticas, aumento da resiliência climática, conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos, estímulo à bioeconomia, com geração de trabalho e renda e desenvolvimento econômico e social sustentáveis. 

Somadas, essas ações abrangem cerca de 37,7 mil hectares em restauração no território paulista (2023 a 2026), sendo 14,7 mil hectares já executados em 2025, contribuindo para o cumprimento da meta do Plano Estadual de Meio Ambiente, que prevê 37.500 hectares até 2026.