A Semana Mundial do Meio Ambiente 2017, em que estamos, estimula reflexão e ação em relação ao esgotamento do planeta. Impõe que o lema franciscano seja conhecido e assumido por todos, crentes ou não: "fazer do necessário o suficiente, e viver mais simplesmente, para que simplesmente todos possam viver". 
Uma nova consciência precisa ser desenvolvida: a de que nós, humanos, somos irmãos de tudo o que tem patas, asas e raízes. Temos, em nosso corpo, os mesmos elementos físico-químicos que compõem as estrelas. O sentimento universal de pertença despolui nossa alma tão envenenada pelo mundo das coisas.
O que se exige dos governantes são iniciativas para superar o paradigma do lucro como êmulo básico do desenvolvimento econômico. Para sobrevivermos como espécie, urge transformar o modo de produzir e consumir, acelerando a mudança das matrizes energéticas.
A semana é também mais uma da crise arrastada da junta privatista ainda presidida por Michel Temer. O PMDB é a expressão plena da "poluição" da nossa política institucional.
A política suja que ainda predomina tem como matriz o modo de produzi-la e de ofertá-la ao eleitor "consumidor". Seu financiamento vem de grupos econômicos, sua dinâmica é a da parceria público-privada para beneficiá-los. Governantes e parlamentares vendem seus mandatos e votos. Degradação absoluta, que operações judiciais e policiais começam a desvendar.
No centro das possibilidades da salvação do planeta e da política nacional está o agente público - aquele que cumpre tarefas de governança, legislação ou julgamento. Para esses vale também a exortação de Francisco a representantes de movimentos populares, em novembro passado: "aquele que está afeiçoado às coisas materiais ou ao espelho, que ama o dinheiro, os banquetes, as roupas refinadas, o carro de luxo, por favor, não entre na política, em uma organização social ou movimento popular, porque causaria muito dano a si, ao próximo e mancharia a nobre causa que assumiu. Tampouco que entre no seminário!".
Despoluamo-nos, pois!