Os festejos litúrgicos do mês de junho se popularizaram como festas juninas, iluminadas pelas tradicionais fogueiras por esse Brasil afora. Música alegre e festiva encabeçando por tradição a tantas outras, um tanto irreverente a santidade dos santos, no entanto, agradável de ouvir e fácil de cantar: "Com a filha de João/Antônio ia se casar/Mas Pedro fugiu com a noiva/Na hora de ir pro altar" - "A fogueira está queimando/ E um balão está subindo/ Antônio estava chorando/ E Pedro estava sorrindo/ E no fim dessa história/ Ao apagar-se a fogueira / João consolava Antônio/ Que caiu na bebedeira".
Roupas típicas caipira, promovidas por certa sofisticação para parecer o que não são, maquiagem um tanto abusiva para ter a cor do sertão, dente da frente escondido enfeando o sorriso, muitos risos embalados pelo "quentão", pau de sebo, paçoca, pé de moleque, doce de abóbora, batata doce e pinhão. Há poucos dias com a morte do jornalista e colunista do jornal O Globo Jorge Bastos Moreno, conhecido apenas como Moreno, vieram à tona fatos engraçados da sua ativa participação social, e o último deles foi numa festa junina, um dia antes de falecer.
Nesse dia, vestido como padre, ele fazia o cerimonial do casamento caipira dos noivinhos, quando tocou o seu celular. Ao atender alguém do meio da festa, gritou: "É o Gilmar Mendes!", respondeu satirizando: "Na casa do Senhor não entra satanás!". Em seguida, perguntou se alguém tinha alguma coisa contra a união dos noivos, e todos levantaram as mãos. Então arrematou: "Como há excesso de provas, eu absolvo o casal. Eu vos declaro marido e mulher".
Moça, todo esse ritual de "simpatias" ensinadas são crendices que nada ajudam, porque nenhum santo que está no céu pode ver o que você faz na terra, e nem ouvir o que você diz na prece. O único mediador que leva o teu pedido a Deus é Jesus Cristo, então, a sua oração será ouvida e atendida, quem sabe, na forma de um "príncipe encantado" que vem para encher de alegria a tua vida.