Pensar em exclusão de um determinado grupo, seja por idade, raça, sexo, condição social ou mesmo por limitações físicas, é cada vez mais motivo de perplexidade na sociedade - embora este tipo de ação ainda aconteça a todo momento em algum canto do mundo, infelizmente.
Falando especificamente sobre a terceira idade, já conseguimos perceber, mesmo que ainda de maneira um pouco superficial, uma mudança no tratamento com o idoso e uma preocupação maior por parte do governo para com este público. O motivo é simples: o Brasil, principalmente nas últimas duas décadas, vem envelhecendo, já que a expectativa de vida da população é cada vez maior, e tomar medidas preventivas para que os mais velhos sejam cada vez melhores atendidos e se sintam confortáveis é uma obrigação da gestão do nosso País.
Antigamente, a sociedade brasileira tinha uma visão mistificada sobre o idoso, e via como natural que, com o avançar da idade, as pessoas diminuíssem sua rede de relações sociais, tornando-se mais reclusas e com menos prazer em viver. Hoje, com o aumento deste público, vemos, de campanhas publicitárias a incentivos governamentais, ações que frisam melhores condições para a terceira idade e possibilidades para manutenção de uma vida ativa e com boa qualidade.
Exemplo vivo está na região onde vivemos, onde já enxergamos um movimento muito forte com relação aos espaços dedicados à terceira idade, como em Suzano, que, há poucos dias, inaugurou o Centro de Convivência da Melhor Idade; e em Itaquaquecetuba, onde o Centro de Convivência iniciou, também recentemente, aulas de alfabetização. Espaços como estes promovem atividades em grupo direcionadas aos idosos, com diferentes objetivos. O mais importante é que esta interação gera um retorno extremamente significativo a cada um dos participantes.
A interação social criada entre os idosos desenvolve o senso de bem-estar, assim como a melhora no funcionamento físico e psíquico. As redes sociais que se estabelecem com o contato contínuo entre idosos também podem ser fontes protetoras e mantenedoras de saúde. As relações sociais também promovem o bem-estar mental na velhice. A ausência de convívio social pode causar severos efeitos negativos na capacidade cognitiva geral, além de depressão.
Chegar à velhice, com saúde principalmente, já deve requerer uma difícil aceitação contínua da limitação de força física, reflexos, e dos sentidos. Por isso, esse público, que tanto tem para nos ensinar, merece muita atenção.