Lembro-me de um passado onde o uso da máquina de escrever proporcionava a expressão impressa, útil para a vida empresarial, literária, e para a concepção e expressão do pensamento. Fundamental era ingressar em um curso de datilografia para obter chances de um bom emprego. O tempo passou, o progresso chegou e logo os computadores (micros) alcançaram o trabalho e os lares, onde cursos de computação substituíram a velha datilografia. Mas o futuro não parou ai, chegando a Internet e encantando a todos.
Era o advento do conhecimento mundial ao alcance de todos, razão pela qual se mostrava tão atraente. Mas nunca o que se tem é o bastante e a tecnologia atrativa logo colocava mais e mais novidades. As pessoas passaram a ter o computador à mão, primeiro com os notebooks, tablets e até o momento nos celulares, que até tempos atrás eram novidade apenas enquanto telefones portáteis. Logo o contato pessoal passou a ser rápido, porém, emocionalmente frio e distante, provido pelo isolamento cada vez mais intenso da nova geração. A Internet trouxe novidades como chats de conversação, superados por outros inventos digitais, inicialmente como o Orkut que restou ultrapassado, dando lugar a inúmeras intituladas redes sociais, pelo que hoje temos o tão acessado Facebook, além de outros mais.
O Brasil ocupa as primeiras posições no uso dessas redes, predominando brasileiros em sites como o Facebook. A sociedade mudou e passou a usar sites e aplicativos de Internet para tudo, permitindo, infelizmente, até que cidadãos acobertados pela impressão de estarem protegidos lancem-se a usarem as ditas redes sociais em caráter antissocial, proliferando crimes contra honra na prática de injúrias, calúnias e difamações, ameaças e induzimentos, violações de direitos autorais, tudo pela via digital. Pensar que a Internet possa esconder ou proteger como agressores sem rosto é ledo engano, pois tudo na Internet é identificável.
Liberdade de expressão mal usada pode configurar crime e gerar direito a indenizações. Para ser cidadão é necessário agir com cidadania... isto alcança também a cidadania digital, não transformando as redes sociais em "antissociais".