Há tempos atrás o ex-presidente Lula foi flagrado em conversação com amigo próximo usando termos chulo, próprios de conversas de botequins.
Desta feita, ainda no âmbito de escutas telefônicas, foi a vez de Aécio Neves, conhecido Senador da República.
Nos dois casos, de imediato, se levantaram vozes indignadas e dedos acusadores!
Valendo-se dos instantes de celebridade que lhes eram concedidos, políticos inexpressivos - até o tal de Marum passou a ter vez - condenaram a maneira de se expressar das conhecidas pessoas públicas. Cinismo explícito! Hipocrisia a toda prova!
Sob pena de passarmos por patrulhamento odioso, o que a pessoa fala ou faz - desde que não atos ilegais - em sua intimidade, não pode e não deve interessar a ninguém!
Ou será que as vestais que atiram pedras, em seus arroubos, não fazem imprecações, não usam de linguagem menos formal? Ou será que os corregedores de plantão - a maioria ignorante por natureza - cultua o português castiço, isenta-se da linguagem vulgar, não abusa de pqp ou quejandos?
Mais importante que essas porcarias - opa, lá vai grosseria - são os ensinamentos trazidos de berço, e o caráter deles decorrente! Não que os citados senhores o tenham!
Mas também não o tem o orador Renan, tido e havido como ladrão contumaz, o mesmo que engravidando a amante, ao ser confrontado com os seus pares, escondeu-se assustado atrás da saia da mulher traída, expondo-a ao ridículo!
Mas também não o tem o diplomata FHC, que, ao saber que concubina esperava filhos seu, aos gritos de "puta", assombrou a sede do governo federal, e a exilou na Espanha!
Mas também não o tem o delicado Temer, homem condenado por seu passado, que, reunindo-se à sorrelfa, no calar da noite, enquanto não vigiávamos, concordou com falcatruas as mais variadas propiciadas por grupo poderoso economicamente! Tô de saco cheio - ih, olha eu de novo - da discussão sobre questiúnculas, enquanto o que interessa é deixado de lado.
Na verdade, com frases bonitas ou não, ninguém presta!!!