John Wooden nos brindou com este pensamento: "Cuide do seu caráter, não da sua reputação. Seu caráter é quem é você é, e sua reputação é quem as pessoas pensam que você é". Nem sempre aquilo que a pessoa diz é o que ela faz, mas, por ser hipócrita, engana ao ensinar o que não pratica. Ele nos diz mais: "Ninguém é derrotado, a menos que comece a culpar os outros".
No pedestal dos vitoriosos somos honrados com a medalha das virtudes, não existe o pódio dos derrotados, nenhuma medalha é pendurada em nosso peito pelo fracasso. O pedestal de glória só irá acontecer, novamente, se assumirmos, como réus, a culpa dos nossos erros, deixando de ser vítimas, nos erguendo para derrotar o inimigo que nos fez perder. Diz-se que tolo é aquele que só olha o dedo do sábio enquanto ele aponta a lua.
A visão curta da verdade deforma a realidade dos fatos, como exemplo, a imbecilidade das campanhas de desarmamento infantil das armas de brinquedo. Brincávamos quando moleques de "mocinho e de bandido" com revólver de espoleta, digladiando com espadas de plástico, e mais agressivos ainda, atirando pedras uns nos outros ou guerreando com mamonas atiradas por estilingue.
Não me lembro de nenhuma pesquisa que apontasse essas brincadeiras infantis como causa de marginalidade futura. Não são as armas de cano curto ou de grosso calibre que causam as tragédias, mas o dedo de quem puxa o gatilho.
A fonte do mal ou do bem está na formação do caráter dos nossos filhos. É fácil amontoar as armas apreendidas e destruí-las com um rolo compressor, mas isso não faz diminuir a violência. Elas produzem apenas o efeito desejado por quem usa. O instinto de agressividade habita em todos nós, precisamos domá-lo. Caim não precisou de uma arma fabricada para matar o irmão, usou uma pedra. Você pode presentear seu filho com um veleiro, mas antes de velejar, ensine-o a manejar as velas, senão os ventos fortes da vida poderão lançá-lo de encontro aos rochedos da destruição.