Enquanto a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) apresenta dificuldades em conquistar patrocinadores, está suspensa de competições internacionais e com salários de funcionários atrasados, o time Mogi das Cruzes/Helbor segue dando uma aula de gestão. No início da semana passada, a equipe renovou patrocínio com o seu mais importante apoiador, a empresa Helbor Empreendimentos, que já estampa a camisa do time mogiano há quatro temporadas.
Coincidência ou não, a gestão do Mogi/Helbor serve de exemplo para a CBB. Tanto que, para tentar trilhar rumos vitoriosos e sair da lama em que está afundada, a principal entidade do basquete nacional elegeu o empresário e ex-jogador de basquete Guy Peixoto como novo presidente da entidade. Segundo ele, é de fundamental importância que a CBB seja comandada por pessoas que entendam de basquete, e não por quem enxerga apenas pela ótica empresarial. E é exatamente isso que acontece com a diretoria do Mogi/Basquete, que conta com Nilo Guimarães como diretor. Nilo, além de secretário de esporte e lazer da cidade, também é ex-jogador, chegando a atuar na seleção brasileira. Cada vez mais a área esportiva se profissionaliza e, por isso, também deve ser gerida como uma empresa. Mas no caso do esporte só isso não basta. É preciso conhecer bem a modalidade específica em que se está envolvido.
E parece que quem também tem essa visão é o diretor da empresa Helbor, Henrique Borenstein. Durante oficialização da renovação do patrocínio ele disse: "A nossa intenção este ano era deixar que outra empresa ficasse no nosso lugar, mas dois fatos nos sensibilizaram. Em primeiro lugar, nós termos perdido a partida para o Vitória no Novo Basquete Brasil (NBB). Depois ainda tive uma conversa com meu amigo e ex-prefeito Marco Bertaiolli (PSD) e ele nos convenceu a continuar patrocinando o basquete. Eu condicionei a continuidade do patrocínio desde que estivesse à frente do basquete o nosso secretário de esporte, Nilo Guimarães, porque ele conhece esse meio, nasceu nele e se criou nele. Enquanto ele estiver aqui, nós estaremos juntos".
A declaração, além de mostrar a visão empresarial/esportiva que teve Borenstein, também evidencia a influência que ainda tem o ex-prefeito Bertaiolli para este projeto esportivo.
Torcemos para que essa visão se prolifere e que a CBB, nesta nova gestão, consiga resgatar a história do basquete nacional. Serve de exemplo também para Suzano, que poderá pintar com uma equipe competitiva de basquete ou vôlei.