Ter pensamento e comportamento ecologicamente corretos é uma das principais regras do mundo contemporâneo. Principalmente para que as pessoas possam viver de maneira mais saudável e conviver umas com as outras sem agredir o planeta. E isso vale tanto para o cidadão comum como para indústrias conhecidas por emitirem gases degradantes à atmosfera.
Ultimamente, a frota de veículos no Brasil tem crescido vertiginosamente. Ainda mais com os incentivos do governo federal feitos poucos anos atrás para estimular a compra com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido ou mesmo sem ele. Em dez anos, de 2003 a 2013, a quantidade de veículos no País passou de 36,7 milhões para 44,3 milhões, um crescimento de 46%. Só no Estado de São Paulo, o aumento foi de 72% no mesmo período: de 8,9 milhões para 15,3 milhões.
Com mais veículos rodando e mais monóxido de carbono sendo expelido de maneira descontrolada, é fácil imaginar que a qualidade de vida das pessoas tende a ser afetada negativamente. E como o crescimento da frota continua de forma desproporcional, a perspectiva para um futuro próximo neste quesito não é muito animadora.
Por isso, é importante que todos façam a sua parte, as autoridades e a sociedade. E uma maneira é diminuir o uso de veículos automotores e incentivar meios de transporte econômicos, saudáveis e limpos, seja para locomoção ou apenas lazer, como a bicicleta. Havia projetos em desenvolvimento, principalmente do governo do Estado, que poderiam garantir a implantação de 50 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas na região. No entanto, já há algum tempo, pouco se fala sobre eles. Atualmente, apenas Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, Itaquaquecetuba e Arujá dispõem de espaços para ciclistas ou ao menos estão prevendo medidas para concretizá-las.
Claro que dificilmente alguém de pronto trocaria seu carro para ir trabalhar de bicicleta, tanto por falta de estrutura nas vias públicas que garanta segurança quanto pela cultura que se tem da utilização de veículos automotores. Assim como também é incabível qualquer comparação com países onde há milhares de quilômetros de ciclovias e o uso é algo corriqueiro na vida de quem lá vive, como na Alemanha e na Holanda.
Ainda assim pode ser um começo. É um importante papel que o Poder Público cumpre ao incentivar uma vida mais saudável com o uso da bicicleta e ao pensar em medidas para diminuir a poluição. Tomara que aqui na região esses projetos prometidos se tornem realidade logo.