Apesar de dois títulos conquistados, a temporada 2016/2017 terminou de forma melancólica para o time de basquete Mogi das Cruzes/Helbor. Sob o comando do experiente técnico Jorge Guerra, o Guerrinha, a equipe mogiana venceu o Estadual e o Sul-Americano e, desta vez, esperava-se o título, ou ao menos uma disputa por título, do Novo Basquete Brasil (NBB). Mas a competição nacional deste ano serviu para mostrar aos mogianos que não é apenas o futebol que pode ser uma "caixinha de surpresas".
O Mogi/Helbor fazia campanha consistente, era um dos favoritos ao título e teve o "caminho aberto" quando o poderoso Flamengo foi eliminado pelo Pinheiros. Tudo parecia conspirar a favor dos mogianos, quando o modesto Vitória (mas dirigido pelo consagrado treinador mogiano Régis Marrelli) apareceu na frente e eliminou a equipe antes do "previsto". E uma eliminação inesperada sempre traz consigo alguns questionamentos, principalmente neste momento de lacuna que o time passa, sem jogos e competições.
Uma delas é em relação à renovação do patrocínio com a empresa Helbor Empreendimentos, assunto que, se já foi amplamente discutido entre a companhia e a diretoria do clube, nada ainda foi divulgado à Imprensa. Além da renovação do patrocinador, também será preciso manter a coluna dorsal do elenco, como o tridente norte-americano - o ala Shamell (maior pontuador da história do NBB), o ala Tyrone e o armador Larry Taylor.
Especula-se que há equipes atrás desses jogadores e quem fica apreensiva com a situação é a torcida mogiana, como aconteceu na última pré-temporada, quando o Corinthians ameaçou montar um time para peitar os grandes e, na ocasião, demonstrou interesse no ala Shamell. Isso sem contar o rodado treinador Guerrinha que, em caso de dispensa, será uma grande perda para o projeto do Mogi Basquete.
Para fechar o "pacote de especulações" envolvendo o time, quem acompanha as notícias do município de Mogi das Cruzes sabe que o atual prefeito Marcus Melo (PSDB) vem contendo gastos a fim de priorizar áreas como Saúde e Educação. Tanto que, como já amplamente divulgado pela Imprensa, neste ano a cidade não terá a realização do Carnaval nem da Expo Mogi - tradicional encontro que reúne negócios, gastronomia variada e shows de artistas que estão na "crista da onda".
A torcida mogiana espera que o basquete não deixe de ser prioridade na atual administração daqui para frente e que o projeto esportivo se sustente mesmo neste momento difícil.