Numa aula de Planejamento Familiar, depois da exposição pelo professor dos variados métodos utilizados para evitar a gravidez, aparece na tela de projeção a charge de uma cegonha carregando no pescoço, por meio de uma faixa, um bebê recém-nascido o qual ela oferece com insistência a uma jovem que recusa com veemência a oferta batendo a sombrinha no bico da ave.
Muito mais se fala sobre evitar do que incentivar. Será que não estamos despovoando a Terra? A cliente me fala: "Neste mundo violento, melhor é não ter filho", e eu faço a réplica: "Por que esse 'não' se ele não vai nascer no seu mundo do passado, porém, no atual? Pra ele, ao nascer, o seu mundo é este, sem poder comparar com aquele que você viveu. Creia que ele vai se virar bem e será agradecido pela chance de ter nascido!".
Há muito de interesse comercial das grandes empresas farmacêuticas em negociar os seus produtos que impedem esse idílio terno e delicado do espermatozoide com o óvulo. Nesse jogo de interesses políticos e econômicos acredita-se que a fonte da riqueza ou da pobreza se origina no útero. Deus ordenou para Adão e Eva no Paraíso: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra..." No início da Criação, a Terra, ainda, estava vazia de gente, justifica-se a ordenança do Senhor, hoje, no entanto, a Ciência tenta brecar por meio dos seus métodos contraceptivos o povoamento desordenado na Terra.
No velho Egito (1450 - 1410 a.C.), ao tempo da escravidão do povo judeu, o Faraó, temendo que a grande fertilidade das mulheres hebreias pudesse colocar em risco o seu reinado, pelo rápido aumento numérico da nação escrava, praticou um "controle de natalidade" cruel e desumano, ao ordenar que as parteiras judias matassem todo recém-nascido do sexo masculino. A econômica e útil mão escrava masculina tão desejada, poderia, no futuro, aos olhos da autoridade egípcia, segurar a espada que viesse a destruir a nação que é a dádiva do Nilo, segundo o grego Heródoto.