O Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, já foi comemorado na região, mas as celebrações nos municípios do Alto Tietê irão se estender durante todo o mês. Mas além das ações comemorativas por parte de prefeituras e entidades, a data marcante serve, principalmente, como reflexão. A mulher, já não mais tão conhecida pelo termo "sexo frágil", conquistou muito espaço durante o século passado e nestes primeiros 17 anos do século XXI, mas a caminhada rumo aos direitos iguais não pode parar.
Apesar delas ainda ocuparem 37% dos cargos de chefia, o mercado se abre cada vez mais para este público (embora ainda encontrem dificuldades em alguns setores específicos, como construção civil, esportes, entre outros). Antes mesmo das mulheres alcançarem o mesmo patamar profissional em relação aos homens, uma outra discussão já vem à tona: as mulheres hoje não têm mais aquela imagem de "dona de casa" e metem as caras em busca de emprego. As maiores atribuições do lar, porém, continuam, em grande parte dos casos, nas costas da "mãe". Ou seja, elas acumularam funções - a do lar e a de sustentadora da família.
Uma maneira prática de entender a mudança no comportamento feminino é por meio da publicidade, que assim como a arte, é um espelho da sociedade e um prato cheio para estudar costumes e pensamentos sociais. A imagem da "mulher-objeto" ainda está presente na publicidade contemporânea, mas não como há 20 anos - embora esta estereótipo ainda seja quase que uma obrigação em comerciais de cerveja.
Na primeira metade do século XX surge a duradoura personagem da rainha do lar, que incomoda até hoje as feministas. Após a metade do século passado a mulher ingressa em grande número na força de trabalho e começa a figurar nas campanhas publicitárias como profissional, porém, raramente como executiva. O que influenciou nesta era da propaganda é que até os anos de 1950 as campanhas dirigidas às mulheres eram criadas e produzidas por homens. As publicitárias surgem nos anos de 1950 e 1960, e hoje são a maioria nas agências. Com isso, o viés das campanhas mudaram.
Então, não podemos deixar de parabenizar as mulheres do século passado que estavam à frente de seu tempo, que não aceitaram o papel social que lhes foi imposto, que lutaram, foram hostilizadas e abriram as portas para o início da mudança. Muitas, infelizmente, chegaram a ser mortas devido à resistência. Onde quer que elas estejam, parabéns. As novas gerações do "sexo frágil" agradecem.