O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), não quer mais surpresas durante seu mandato, que apenas começou. Logo de cara, duas ocorrências expuseram deficiências e irregularidades da administração municipal anterior e foram um alerta ao chefe do Executivo de como as coisas funcionavam por ali. Primeiro, um funcionário público foi flagrado desviando verbas do cemitério municipal. Depois, uma grande quantidade de medicamentos da prefeitura foi apreendida pela Justiça no gabinete de um vereador.
Diante destes casos, a primeira medida tomada foi reunir todos os secretários municipais e avisar o quanto é importante "andar na linha", "ser responsável", não cometer crimes, não agir ilegalmente, entre tantas outras ações básicas que estão lá no Regime Jurídico Único de Suzano ou na lei federal 8.112, que qualquer funcionário público deve, por obrigação, ter conhecimento.
O que está acontecendo em Suzano ocorre em diversas cidades quando há a mudança de um governo. A sujeira muitas vezes fica embaixo do tapete. Limpar e colocar a casa em ordem não é tarefa fácil, que diga o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, que tem uma dívida de quase meio bilhão herdada da administração anterior. Nessa hora, cada ocorrência de desvio de conduta só atrasa os trabalhos para melhorar a situação do município.
No início desta semana, a Controladoria Geral de Suzano acionou todos os secretários e praticamente releu a cartilha do servidor. Essa medida, aparentemente simples, é muito importante e serve de aviso a todos os funcionários da administração. Uma forma de mostrar que o atual governo não vai tolerar desvios de conduta como os já ocorridos no início deste ano.
Claro que, se as investigações continuarem, outras irregularidades podem ser descobertas. Aliás, esse também é um papel importante na reconstrução de uma cidade. Porém, a punição aos infratores pode ser o melhor exemplo e a melhor forma de se evitar novos casos.
A corrupção, de longe, é o maior problema da política. Sem ela, poderiam ser construídas escolas, creches, hospitais, pagar melhores salários aos professores e policiais. Para se ter uma ideia, no ano passado, em Ferraz, uma investigação apontou que o ex-prefeito Jorge Abissamra (PSB) teria desviado cerca de R$ 50 milhões dos cofres da prefeitura. Pense leitor, o que poderia ser realizado com esta verba, que era do povo ferrazense? Portanto, cada desvio cometido por um servidor público ou político é um roubo ao cidadão.