Eram garotos em início de vida!
Embalados, sabe-se lá, por quais ideais; com sede de aventura - malévola ao extremo -, dizem os editoriais, ingressaram na vida de delitos, tornaram-se assaltantes!
Em meio à noite, na semana que passou, dando azo à sanha que os impeliam, armados, teriam tentado roubar mais um posto de combustíveis - ao que ainda consta infeliz especialidade do bando.
Desta feita, porém, o destino fiou diversamente, e, ao invés de se locupletarem calmamente após imporem o terror aos frentistas, foram surpreendidos por policiais que também estavam no local. Fuga acontecida, veículo acidentado, possível troca de tiros, e dos quatro meninos, que tivessem optado por outro caminho percorreriam, por certo, longos trilhos, três encontraram a morte. Por cama última a frieza do asfalto ou o banco surrado de um carro.
Os pais, que devem ter se esforçado para ensinar-lhes a sã conduta, não estavam ali para socorrê-los ou velá-los!
O incidente que relato, chamou a atenção por envolver pessoas de classe média alta, daquelas que, neste país de castas, raramente se envolvem em delitos.
E valeu para trazer a lembrança o número de outros jovens, anônimos, desconhecidos, que habitam os rincões das pobres periferias, que encontram o mesmo fim.
Para eles não há manchetes nem mesmo réquiem dos seus amigos.
Criados em humildes guetos; tendo por espelho os criminosos e a criminalidade que os cercam, são estigmatizados já em tenra idade como os que merecem o selo de futuro delinquente.
Por isso, quando alguns seguem a inexorável sina, suas mortes são vistas como tragédias esperadas, que dispensam comentários!
Tanto lá, como aqui, no entanto, a realidade é que o Estado-patrão (ou poltrão?), sem tomar a mínima iniciativa para conter a grassante violência que tem caracterizado os tempos atuais, permite que lares sejam infelicitados, que se abram chagas que jamais se fecharão.
Urge que se faça algo. Estão transformando em criminosas nossas crianças!