Vivemos no capitalismo, um sistema econômico baseado no trabalho remunerado e nas relações de troca como pressuposto para a satisfação de todas (ou quase todas) as nossas necessidades. O dinheiro é o intermediador dessas trocas.
Portanto, como todo nós dependemos do mercado para conseguir satisfazer nossas necessidades, sejam elas reais ou não, para aqueles que não possuem capital o trabalho remunerado é o caminho.
Parece uma equação simples, mas não é. Se para ter acesso ao mercado de consumo você precisa ser possuidor de capital ou ser um trabalhador remunerado e se convivemos com o fenômeno do desemprego que oscila entre moderado e intenso, temos aí uma equação complexa. Como garantir a subsistência daqueles que não conseguem se inserir no mercado de trabalho?
Em conjunturas mais amenas, garantidas pelo crescimento econômico vigoroso, além do desemprego ser baixo, os países conseguem desenvolver políticas sociais para viabilizar a existência digna das pessoas que não conseguem trabalho. O Estado é capaz de prover o bem estar social para todos.
O problema é muito mais complexo quando enfrentamos conjunturas adversas, como é o caso do Brasil hoje. O elevado índice de desemprego impacta a sociedade como um todo.
Estima-se que o número de desempregado no Brasil é de aproximadamente 13 milhões, o que significa algo em torno de 12% da nossa população economicamente ativa. Os mais atingidos por esse crescente desemprego são os jovens, o que nos permite inferir que o prejuízo que estamos tendo agora ainda se manifestará no futuro.
A atividade econômica em dezembro foi menor comparada ao mês de novembro. Dezembro é o mês do Natal, do décimo terceiro e mesmo assim o desempenho de nossa economia foi pífio.
Desemprego crescente, encolhimento da economia, demandas sociais aumentando e o corte linear de investimentos que vão atingir as áreas sociais, estamos diante de uma combinação bastante explosiva.
Resta respondermos a uma pergunta: qual o futuro que estamos construindo agora?