A palavra latina consórcio significa parceria. O conceito define o papel do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). O crescimento geográfico transformou a conurbação numa patente de cidades cuja malha urbana está unificada. Igualmente, a maioria dos problemas são comuns e as soluções têm alicerce regional.
Os prefeitos reunidos no Condemat, todos com talento, experiência administrativa e boa vontade, terão desafios ainda maiores que reivindicar verbas e obras do Estado e da União. É importante a atuação conjugada, apoiada pelos deputados federais e estaduais da região, para pressionar por melhorias de interesse comum. Mas, os gestores têm cacife para desenvolver projetos e colocar em prática iniciativas consorciadas de alta repercussão social. Sem, necessariamente, depender de repasses financeiros das outras esferas de governo. Exceto, na condição de parceiros. E, claro, respeitando a realidade orçamentária de cada município.
Vejam o Samu mogiano, que resulta de um consórcio entre Mogi, Biritiba Mirim, Salesópolis, Guararema e Arujá. Ninguém passou o pires para coletar recursos. O projeto foi acolhido dentro do programa federal existente, dotado de investimento e custeio já fixados para esse propósito.
Vou mais longe. O Laboratório Municipal de Exames Diagnósticos de Mogi das Cruzes, administrado em parceria com Albert Einstein Medicina Diagnóstica, tem estrutura e recursos para atender também demandas de cidades vizinhas. Bastaria a formalização de consórcio para que cada município parceiro arcasse com sua cota financeira no serviço, contemplando sua população.
O Condemat tem a função elementar de garantir o desenvolvimento de políticas públicas entre as cidades consorciadas, com o foco na melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Que venham os resultados esperados!