A maioria de nós ouviu de alguém que o ano começou, afinal, o carnaval terminou! É claro que há um patente exagero nesse conceito, mas não temos como negar que alguma influência no subconsciente do brasileiro existe nesse sentido. Independentemente dos jargões e máximas populares, o que se vê neste início de ano é uma população mais animada do que aquela que encerrou 2016.
Terminamos o ano apreensivos: não foi fácil transpor essa parte do rio caudaloso e traiçoeiro, mas mesmo que 2017 seja o tal 2016S que estão prevendo, será e já está sendo melhor do que 2016. Creio que o importante neste momento é o consenso de que estamos na rota de saída da crise: paramos de descer no poço e estamos, ainda que com movimentos lentos, subindo. O movimento que vejo no comércio da ponta consumidora é de reação, os serviços começam a ser mais requisitados e os prestadores revelam menor impaciência e menos desespero - é verdade, alguns chegaram ao desespero e faziam qualquer negócio e isso é horrível para o mercado. A indústria dá sinais de recuperação e o empresário do setor já revela mais confiança no crescimento.
Em geral, temos uma perspectiva melhor para o PIB e, ainda que o FMI seja conservador ao considerar que a economia crescerá abaixo do previsto, nossa equipe econômica tem motivos para acreditar que em breve, talvez no segundo trimestre, o Fundo realinhará sua consideração - o próprio Ministro da Fazenda afirma que experimentaremos crescimento neste primeiro trimestre. O fato é que estamos saindo de uma recessão profunda e, diga-se de passagem, a pior que já experimentei e acompanhei. Bem, vínhamos insistindo para que ninguém desistisse, afinal, o mercado brasileiro é muito grande e forte para sucumbir; assim, aquele que empreendeu esforços e continua aguerrido, transposto o rio Araguaia, há de experimentar aquelas verdes paragens na outra margem. Ânimo, força e segue a vida com dignidade e honra!