Com o objetivo de receber mais recursos estaduais para o desenvolvimento da área turística em Mogi das Cruzes, foi realizada nesta semana uma reunião entre o prefeito Marcus Melo (PSDB), o secretário de Cultura, Mateus Sartori, e o deputado estadual Marcos Damásio (PR). A proposta visa transformar a cidade em Município de Interesse Turístico. Para se chegar a este objetivo, o projeto de lei precisará da sanção do governo estadual.
Para se enquadrar, o município precisa ter potencial turístico, possuir meios de hospedagens, pontos de alimentação, como bares, restaurantes e lanchonetes, serviços de informações turísticas, dispor de estrutura médica de emergência, entre outros. Também é preciso manter um Conselho Municipal de Turismo em atividade e ter um Plano Diretor de Turismo.
O lado positivo nesta situação é que Mogi se transformando em uma cidade reconhecidamente turística irão surgir muitos reflexos, na medida em que o turismo movimentará a economia local e, consequentemente, oferecendo mais empregos para moradores da cidade e da região.
Durante a reunião, o prefeito Marcus Melo lembrou que, além disso, a "popularização" de Mogi ajudará na preservação do patrimônio histórico, cultural e natural da cidade. Mas é bom lembrar que, se por um lado, o turismo representa uma fonte de renda e de emprego, também gera problemas e conflitos que terão que ser bem administrados pela prefeitura. A atividade turística apresenta diversos efeitos e produz resultados nem sempre divididos igualmente entre os envolvidos. Outro ponto a ser destacado é que a população que vive em uma cidade voltada para o turismo também acaba correndo o risco de se tornar vítima dos efeitos desta atividade e sofre com alguns impactos negativos, como aumento descontrolado do movimento de carros e pedestres, além de agressões aos patrimônios culturais e naturais.
Tudo o que foi citado não pode ser visto como pontos negativos, mas sim fatores aos quais a administração municipal mogiana terá que estar atenta, caso Mogi receba o título em questão do governo do Estado. Aos poucos, os movimentos turísticos deslocam-se do litoral para o interior, e isso acontece em todo País. Portanto, demais cidades do Alto Tietê poderiam começar a pensar no que têm a oferecer neste sentido, criar um plano eficiente, para contar, futuramente, com mais recursos estaduais. Afinal, ter o turismo forte e em evidência é fundamental, pois atrai pessoas de outras localidades, contribui para a economia e ajuda na divulgação do município.