Apesar de tantas informações disponíveis nos dias atuais e de estarmos vivendo em um mundo globalizado, ainda há mitos e formas equivocadas a respeito do porquê e em quais situações deve-se submeter a um processo de psicoterapia.
É recorrente perceber pacientes em início de tratamento querendo esconder da família e dos amigos que estão fazendo terapia, por receio de serem classificados como "malucos".
Pessoas desinformadas ainda acreditam que fazer terapia é bobagem, que conversar com um amigo é a mesma coisa. Sinto esclarecer que, absolutamente, não é. A Psicologia é uma ciência, pautada em postulados teóricos cientificamente comprovados.
Um psicólogo passa bons anos de sua vida estudando a psique humana. No mínimo, aproximadamente, dez anos, entre formação e especialização, além dos vários outros cursos de aperfeiçoamento, grupos de estudo, grupos de supervisão e a própria terapia pessoal, a qual o bom terapeuta deve obrigatoriamente se submeter.
Quem busca terapia, procura algo mais profundo, autoconhecimento. Quem precisa? Todos nós deveríamos fazê-la em algum momento da vida.
Há pessoas que são mais afetadas nos seus sentimentos por questões de relacionamento, de ordem familiar, social e/ou profissional; muitas vezes estão vivenciando dificuldades e, por serem mais sensíveis, adoecem.
Há também casos como luto, depressão, fobias e orientações de toda ordem, divórcios, dentre outros. E alguns grupos específicos, como os concurseiros e os artistas em geral, já descobriram os efeitos da terapia, já sabem que podem se beneficiar melhorando sua autoconfiança, ampliando a percepção fundamental para um bom desempenho.
Enfim, fazer terapia é coisa de gente normal, de gente intensa. É para aqueles que já estão conscientes de que a sua realidade pode ser vista sob vários aspectos que a sua consciência não abarca, para aqueles que não temem o desconhecido, que querem se ver sem máscaras e olhar refletido no espelho da terapia a sua sombra, para enxergar quem são de verdade.