Procurando-se o termo "suruba" nos dicionários se vai encontrar o equivalente a "Relação sexual realizada em grupo; sexo grupal; orgia ou bacanal". E foi exatamente nesse sentido que o odioso e maléfico Romero Jucá o usou.
Em entrevista que concedeu, abordando o fim do foro privilegiado para políticos, adiantou que não pode ser ele uma "suruba selecionada".
Embora não tenha a mínima ideia do que significa, no caso, tal seleção, tenho certeza que a expressão não deveria vir do líder do governo no Senado Federal. Não que a sua figura e o seu passado, deixem de indicar que o português que cultua seja daqueles próprios aos piores frequentadores de botequins!
Acontece que o cargo que ocupa - preposto do Presidente - faz respingar os descalabros que proclama, no líder maior da nação.
E isso, principalmente quando, numa doentia cruzada que se propôs, busca, de todas as maneiras, conseguir Carta de Alforria pelos assaques ao erário, que praticou.
Exemplo disso, ele que, com sua ficha lamacenta, pretende presidir a Câmara Alta, com a ajuda de 28 outros parlamentares, tentou obstinadamente tornar vitoriosa Proposta de Emenda Constitucional que impedisse que os gestores da Câmara e do Senado fossem julgados por crimes cometidos antes de galgarem tais presidências.
Como tem sido de costume, reprimenda alguma recebeu pelo chulo comentário. Ao contrário, em silêncio tumular, comprovando que é marionete do partido político que prepondera entre nós, Temer sequer se preocupou com o assunto - como, aliás, não se preocupara por ocasião da teratológica Proposta.
De outra banda, o outro dia Ministro da Justiça Alexandre de Moraes - notório pau mandado do grupo governante - desde logo dizendo por que veio, em sua sabatina insistiu na regulamentação dos poderes investigatórios do Ministério Público.
Ingressando na Corte Maior com a obrigação de, fazendo o jogo dos bandidos engravatados, opor-se à Lava Jato, mostrou que cumpre à risca a lição antes ensaiada.
Pergunto: afinal aonde mora a "suruba"?