A história nos acompanha desde os mais tenros dias de nossas vidas, e certamente, não há como dela escapar, mesmo porque nossa existência acaba sendo parte dela. Nossa história, se com fama perante os homens ou sem ela, é sempre marcada na memória daqueles que conosco convivem, portanto, o mínimo que devemos fazer é marcá-la positivamente. Nisto emergem fatores como bom senso e caráter, que nos fazem por certo inesquecíveis para os que nos admiram e até para os que nos odeiam (sim, todos temos estes tipos de contempladores).
A história também serve como um exemplo contínuo de aprendizado, ajudando-nos a melhorar ou copiar o que foi positivo e, por outro lado, evitar o que se mostrou desprezível. Pois assim, temos modelos para fazermos um presente e um futuro melhor, até porque o giro da história já é suficiente a demonstrar que o bem e o mal coexistem e que o futuro pode ser uma repetição do passado, no que aliás, basta consultar os livros de história para vermos que há um ciclo para cada fase, um repetir de fatos vestidos de outras roupagens ao longo dos séculos, mostrando que a história é cíclica.
No Estado de Direito e na governabilidade também temos visto a alternância entre períodos totalitários e democráticos, inclusive com alterações como as vistas no constitucionalismo brasileiro. O século passado mostrou isso e parece que estamos revivendo fatos semelhantes no mundo. A retomada de filosofias políticas de extremismo, seja de direita ou de esquerda, a intolerância de todos os tipos e gêneros, o radicalismo que inadmite o direito de opinião, o discurso "amigo-inimigo", o estremecimento de fronteiras, o repúdio entre classes, o estado policiesco surgindo nos mais diversos rincões do mundo, os discursos extremistas, enfim, tudo tem mostrado que está ressurgindo o mesmo mundo que, entre início a meados do século passado, levou a duas guerras mundiais e catástrofes que tantos juraram não repetir.
Muitos adoram usar a internet ou a mídia para fomentar cada vez mais o ódio e a destruição, e talvez não percebam o quanto contribuem para ajudar a repetir os erros que a história jurou encerrar. Não se esqueçam que homens como Hitler ou Stalin surgiram exatamente neste clima que hoje vivemos. Como seria bom se vivêssemos a oração de São Francisco de Assis: "Senhor, fazei-nos instrumentos de Vossa paz..." - pois é. a escolha é nossa e o que vem por aí, só depende de nós.