"A vida é hábito, Hughie. A vida é hábito". Hugh Hewwitt, autor do livro Blog, ouviu essa afirmação de Jerry Tardie, técnico de basquete da Mater Dei High School, Califórnia, mil vezes. Os seres humanos são criaturas de hábitos, bem sabe disso os técnicos em seu estilo repetitivo de treinamento em busca do aperfeiçoamento que leva ao sucesso, mas também gostam de novidades na sua busca de informação. Por isso, os blogueiros com suas ferramentas de navegação têm mudado os hábitos comportamentais da família e da sociedade, presos a crescente curiosidade das sucessivas variações comunicativas das imagens em seus computadores.
Os softwares já começaram a escrever poesia, notícias de esporte e reportagens de economia. O sistema Watson, da IBM, é coautor de hits de música pop. O Uber criou táxis para operar sem motorista em ruas de verdade. A primeira entrega da Amazon por drone foi realizada na Inglaterra no mês passado.
É estonteante a rápida mudança de usos e costumes herdados dos nossos avós, com o risco de perdermos no nevoeiro do esquecimento os valores morais e éticos que sempre fizeram funcionar a engrenagem complexa da nossa convivência social. Dov Seidman, diretor executivo da LRN, expressa em sua visão atual que o que vivemos hoje se assemelha a revolução científica que começou no século 16.
As descobertas de Copérnico e Galileu deflagraram essa revolução desafiando o entendimento do mundo de sua época. Com a consagração dos métodos científicos, diz ele, passamos a usar a ciência e a razão para avançar. René Descartes sintetizou a idade da razão em uma frase: "Penso, logo existo". A nossa habilidade de pensar é que nos diferencia, como humanos, dos animais. "Que significa ser homem na era das maquinas inteligentes?", ele pergunta.
O avanço da tecnologia nos deu máquinas e softwares que estão não apenas trabalhando melhor que nós, mas começando a pensar melhor que nós. No filme 2001- Uma Odisséia no Espaço o computador HAL 9000 é ficção ou realidade?