É preciso que se acabe com o ranço de rancor e ódio, próprio dos insensíveis; dos que não se importam com os que se vão com as tristezas nos lares e aflição dos condoídos; que habitam algumas pobres almas.
Tomados por forte vínculo político-partidário; querendo encontrar culpados a qualquer custo; abdicam, por vezes, do sacerdócio que identifica a profissão que exercem, e, pautados por vitupérios os mais deploráveis, derramam bílis nas redes sociais.
Assim, médico, que, se responsável fosse, deveria ter por lema o juramento de Hipócrates, trai seus deveres, e, violando o obrigatório anonimato de paciente, posta imagem de sofrida senhora submetendo-se a exames.
No mesmo trilhar, Procurador da República, que até hoje não descobriu que o acusador é o juiz primeiro da causa, extrapola suas funções, escancara sua parcialidade, e faz comentários desairosos sobre doente grave, quase que em estado terminal.
Não se pode perder de vista, por mais fanático que se possa ser, que o homem, feito a imagem e semelhança do Cristo merece respeito; que a mulher, a quem o Criador reservou o milagre de procriar, paira acima das agressões baratas de inexpressivos e sórdidos difamadores; que morte nos iguala, tem o condão de levar com o corpo as questiúnculas - e diante da eternidade, todas elas assim o são - por acaso geradas.
Marisa Letícia era mãe e esposa!
Se casada com Presidente da República, atualmente execrado por parte dos brasileiros, não perdeu as características antes exaltada. Ao contrário, se hoje confunde sua história com a de Lula, é porque não abdicou dos laços de companheirismo que identificam a parceira de horas incertas.
É preciso que além dos boatos, infelizmente, tão comuns, se proclame o primado da Justiça. E, tal considerando, de sã consciência respondam os ofensores: o que se provou em relação à falecida senhora?
Absolutamente nada, mesmo porque, sequer processo existe!
Calem-se os malfazejos! Que os mortos enterrem os seus mortos!