No primeiro dia de trabalho à frente da prefeitura de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR) foi às ruas acompanhar o serviço de limpeza nos bairros. No mesmo dia, a equipe de reportagem do Grupo Mogi News flagrou funcionários da Coletora Pioneira realizando a retirada de sofás e camas velhos, entulho e muito lixo das ruas da cidade. Na capa do Diário do Alto Tietê de ontem era possível ver uma rua toda cheia de sujeira, mostrando o tamanho do descaso da última administração municipal com esse problema.
Além do lixo, o prefeito terá de enfrentar o desafio de tapar os buracos do município. Na semana passada, o Dat publicou uma reportagem em que moradores da região da Casa Branca se juntaram para melhorar as condições de um trecho da Estrada dos Fernandes. Eles chegaram a utilizar uma máquina para passar na pista, serviço que deveria ser feito pela prefeitura.
Diante desses dois problemas - lixo e buraco -, Ashiuchi tem a chance de mostrar que Suzano agora tem um prefeito de verdade, que não está no cargo apenas por obrigação. A lista de tarefas não acaba por aí: tem ainda a questão da saúde e da segurança, serviços precários do município há anos. Mas resolver o básico já ajuda bastante.
E da mesma forma que Suzano, outros municípios darão trabalho a seus novos prefeitos. Em Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB) já encontrou um primeiro espinho em seu caminho. Empresas de ônibus solicitaram o aumento do valor das tarifas de viagens municipais. Em Ferraz de Vasconcelos aconteceu o mesmo, e o prefeito Zé Biruta (PRB) terá de tomar uma boa decisão. Em ambos os casos, a popularidade dos políticos poderá ser abalada (já no início do mandato), pois se tem algo que a população detesta é o aumento da passagem de ônibus.
Emfim, a festa acabou e começaram os trabalhos. Os tapinhas nas costas e sorrisos da população darão lugar, como de costume, às cobranças e críticas. Nesse contexto, vale muito a força de vontade do prefeito. A população entende sim as dificuldades financeiras e valoriza as tentativas de melhorias dos chefes do Executivo. Em Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB), sofreu com a falta de verba em seu primeiro mandato (2012/2016), mas as boas ações, como a construção de unidades de saúde, fizeram com que seu governo fosse bem avaliado em um momento de crise. O mesmo ocorreu com Marco Bertaiolli (PSD). Com uma ótima gerência de caixa conseguiu realizar obras importantes para Mogi em uma época de vacas magras em todo o Brasil.