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O presidente Michel Temer ainda não iniciou as conversas com auxiliares e conselheiros sobre o nome que vai indicar para o Supremo Tribunal Federal (STF) como substituto de Teori Zavascki, que morreu na última quinta-feira. De acordo com assessores presidenciais, a intenção do presidente é indicar o novo quadro "o mais rápido possível", mas apenas depois que a ministra Cármen Lúcia decida a respeito do processo interno que será adotado para escolher o novo relator das ações da Operação Lava Jato na Corte.
Responsável pela análise dos inquéritos da Lava Jato que tramitam no Supremo envolvendo investigados com foro privilegiado, Zavascki estava prestes a homologar os 77 depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, nos quais constam citações a políticos que teriam recebido doações de campanha com suspeitas de origem ilícita.
Ao todo, são mais de 7,5 mil processos que estavam no gabinete do ministro. Carmen Lúcia pode optar por distribuir os casos para outros atuais integrantes da Suprema Corte ou determinar que o novo ministro nomeado pelo presidente da República assuma os processos.
Na manhã de ontem, Temer se reuniu com a ex-presidente do STF, Ellen Gracie, com a Advogada-Geral da União, Grace Mendonça, e com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, mas a informação é de que eles não discutiram a indicação do substituto, que para assumir deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado pelo plenário da Casa.
Despedida
O velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para hoje, em Porto Alegre (RS), será aberto ao público e à Imprensa às 11 horas. Antes, a família terá uma cerimônia reservada. O velório vai ocorrer no plenário do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4). É esperada a presença de Temer. Carmen Lúcia viajou a Porto Alegre para participar dos ritos fúnebres. O enterro está marcado para às 18 horas.
De acordo com nota do grupo hoteleiro Emiliano, as duas mulheres que estavam na aeronave eram Maira Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, e sua mãe Maria Hilda Panas, de 55 anos. Maira era massoterapeuta e prestava serviço a Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, empresário e dono do grupo hoteleiro, que também estava na aeronave, assim como o piloto Osmar Rodrigues. Não houve sobreviventes.