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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que a proposta do regime de recuperação fiscal para os Estados deverá ser reenviada ao Congresso. "A princípio, sim (será reenviada). É um projeto que servirá de base para acordos com todos os Estados, caso seja aprovado pelo Congresso. Mas isso não impede que o governo federal chegue a um acordo com o Estado do Rio e, se for necessário, com algum outro Estado", disse Meirelles, após reunião com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, em que anunciou um cronograma de recuperação fiscal para o Estado.
O projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados foi aprovado pelo Senado e depois foi alterado na Câmara dos Deputados, que acabou por retirar as contrapartidas propostas pelo Executivo para os entes federativos. O texto aprovado prevê o alongamento da dívida por 20 anos e a suspensão do pagamento das parcelas até o fim de 2016, com retomada gradual a partir de 2017.
Em troca, o governo queria que os Estados promovessem o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, suspendessem aumentos salariais e a realização de concursos públicos, privatizassem empresas e reduzissem incentivos tributários. Todas essas contrapartidas foram derrubadas pelos deputados.
Veto
Os vetos do presidente Michel Temer foram aplicados no capítulo que trata da recuperação fiscal que acabou por retirar, durante o trâmite no Congresso Nacional, as contrapartidas a serem feitas pelos Estados.
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