Os prefeitos da região deram início oficialmente a mais um ano de atividades do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). Estabeleceram um cronograma e várias prioridades. Até então, membros das Câmaras Técnicas já se reuniam para tratar de assuntos específicos de cada área de atuação, mas o encontro de ontem em Mogi das Cruzes foi o pontapé que faltava do Conselho de Prefeitos. Como não era difícil de supor, muitos dos assuntos levantados eram recorrentes ou mesmo temas para os quais ainda não havia nenhuma solução ou encaminhamento, principalmente em relação àqueles que dependiam e muito dos governos federal e estadual.
Mais uma vez, os prefeitos deram uma amostra de que sabem que muita coisa só será resolvida se houver articulação conjunta. Projetos que envolvam mais de um município, ou até que dizem respeito a apenas um, por exemplo, mas que podem de certa forma impactar também nas cidades vizinhas. Ou seja, todos são afetados em maior ou menor grau, daí a necessidade de se discutir assuntos de forma regionalizada. É exatamente esta característica que deve sempre ser levada em conta. E mesmo com oito prefeitos estreando no Condemat, todos demonstram ter ciência disso.
Se por um lado é importante ver que os municípios estão se unindo para apresentar projetos e cobrar demandas, por outro é preocupante perceber que muitos dos itens elencados como prioridades sejam assuntos que são demandas do Alto Tietê há muitos anos e que até agora não tiveram soluções do Estado e da União. São vários os exemplos: reformas de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em Mogi e Itaquaquecetuba; implantação de passarelas sobre a rodovia Presidente Dutra; construção de alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21); compensação financeira para municípios produtores de água; entre outros.
O fato é que o Condemat está renovado. Da formação anterior ficaram apenas dois prefeitos, ou seja, ânimo novo e mais disposição para fazer a região ser ouvida. O diálogo e o respeito têm de ser mantidos no relacionamento com outros entes do Poder Público, mas o posicionamento perante os governos estadual e federal, bem como seus órgãos, autarquias e empresas, deve ser firme. Do contrário a lista de prioridades vai sempre aumentar. Foi o primeiro passo ontem. É preciso aguardar para ver como será daqui para frente, principalmente o trato do Estado e da União com as cidades do Alto Tietê.