O mês de janeiro chega em sua reta final e confirma que políticos não fazem milagres. Em 30 dias é impossível consertar uma cidade, mas se não houver trabalho e dedicação, facilmente os problemas dela podem aumentar. No Alto Tietê já podemos fazer um balanço interessante sobre a política regional. Enquanto alguns prefeitos eleitos no ano passado ainda não se entenderam com suas equipes de governo e não conseguiram fazer praticamente nada, outros tentam mostrar trabalho todos os dias, mesmo que os resultados só apareçam no futuro.
Em Ferraz de Vasconcelos, por exemplo, o prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, não cansa de dizer que pegou uma prefeitura falida, com dívidas milionárias e que está difícil colocar a casa em ordem. Talvez esses são os motivos de não termos boas notícias sobre o município em questão neste primeiro mês do ano.
Itaquaquecetuba e Guararema, cidades que reelegeram seus prefeitos, parecem estar em situações melhores, apesar de os governos também lamentarem os prejuízos da crise econômica em todo o Brasil. Afinal, não tem ninguém que não reclame disso. Seria interessante termos um político que ignorasse um pouco essa crise e apenas trabalhasse, mas é um direito de todos os cidadãos, inclusive deles, de reclamar da situação do Brasil.
Em Suzano, a expectativa por melhorias é grande. Após um governo desinteressado de Paulo Tokuzumi (PSDB), a população espera por dias melhores com o novo chefe do Executivo Rodrigo Ashiuchi (PR). Algumas mudanças na Santa Casa já mostram que algo bom está sendo feito no município.
A grande surpresa deste mês de janeiro ficou com Mogi das Cruzes. O aumento da passagem do ônibus municipal de R$ 3,80 para R$ 4,10 assustou muitos mogianos. Apesar de ser uma medida comum o reajuste das passagens, o prefeito Marcus Melo (PSDB) começou seu governo desagradando a população, que odeia pagar caro pelo transporte. A tendência é que Suzano, Poá, Ferraz e outros sigam o mesmo caminho.
Diante de tantas dificuldades financeiras, o morador do Alto Tietê sonha que o mês de fevereiro não seja apenas uma passagem para março, já que dizem que neste período o País para por causa do carnaval. Que fevereiro seja um mês de novas medidas e realizações produtivas e benéficas para a população. Vamos acreditar que janeiro serviu apenas para aquecer os motores e que no mês que vem, com a ajuda dos vereadores, as prefeituras comecem a mostrar as primeiras conquistas.