Cinco passageiros iraquianos e um iemenita foram impedidos, ontem, de embarcar em um voo da empresa aérea EgyptAir, que vinha do Cairo (Egito) para Nova York, nos Estados Unidos. Esse é o primeiro caso de imigrantes barrados em aeroportos, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão da entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana em território norte-americano, entre eles Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Os passageiros tinham visto para entrar no país.
Trump, na última sexta-feira, também determinou o fechamento das fronteiras do país para a entrada de refugiados por 120 dias. O fechamento não estabelece prazo para o ingresso de refugiados que fogem dos conflitos na Síria. Nesse caso, a entrada em território norte-americano foi suspensa indefinidamente.
Além de imigrantes, que foram impedidos de viajar para os Estados Unidos, também houve casos de refugiados barrados por funcionários da imigração em aeroportos norte-americanos. Eles tinham embarcado antes da assinatura da ordem executiva. Até a tarde de ontem, ainda não havia informações sobre quantos refugiados foram barrados. Advogados entraram com pedido de habeas corpus para iraquianos, que foram detidos em Nova York.
ONU
A agência das Nações Unidas para os Refugiados v(ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgaram nota solicitando ao presidente Trump que continue a oferecer asilo a pessoas que fogem da guerra e da perseguição, afirmando que o programa de reassentamento dos Estados Unidos é vital.
"As necessidades dos refugiados e migrantes em todo o mundo nunca foram maiores e o programa de reassentamento dos Estados Unidos é um dos mais importantes do mundo", disseram as agências de Genebra, em comunicado conjunto.