Quem utilizar o transporte coletivo em Mogi das Cruzes hoje já vai pagar a tarifa com o novo valor de R$ 4,10. A decisão, divulgada na última sexta-feira pela prefeitura, faz da cidade a primeira da região a efetuar o reajuste neste ano, uma vez que nas demais, segundo as últimas reportagens, o aumento ainda é estudado. Contudo, como ocorreu em anos anteriores, em breve, outros municípios devem seguir o mesmo caminho.
Mesmo abaixo do valor inicialmente solicitado pelas concessionárias que atuam na cidade - Princesa do Norte e CS Brasil -, em torno de R$ 4,70, o aumento de R$ 0,30, ou seja, 7,8 %, sobre o valor pago até ontem de R$ 3,80, vai pesar no bolso de quem depende do transporte coletivo, e ainda aproxima a tarifa do que é pago nos ônibus intermunicipais entre Mogi e Suzano, até então com o valor de R$ 4,25.
As tarifas intermunicipais, inclusive, chegaram a ser reajustadas no início de janeiro, subindo no trecho Mogi-Suzano para R$ 4,55, mas o governo estadual foi obrigado a rever o aumento atendendo a uma liminar da Justiça de São Paulo. Na capital, por outro lado, o prefeito João Doria (PSDB) determinou que não haverá reajuste este ano, no que foi seguido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) que congelou as tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Um dos argumentos para o reajuste em Mogi, de acordo com nota divulgada pela prefeitura na última quinta-feira depois da aprovação do aumento pelo Conselho Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana (CMTTMU), é "assegurar a prestação de serviço dentro das exigências contratuais", que incluem, por exemplo, a renovação periódica da frota. Porém, a qualidade do transporte é questionada pela população. Queixas que se transformaram em manifestações que vem ocorrendo desde que a possibilidade de aumento foi destaque na primeira coletiva de Imprensa do prefeito Marcus Melo (PSDB), em 2 de janeiro.
O sistema de transporte coletivo em Mogi melhorou de maneira significativa após o fim do monopólio que vigorou por anos na cidade. A frota aumentou, novas linhas foram criadas, os veículos são acessíveis para pessoas com necessidades especiais, foram implantadas integrações, há gratuidades, fatores que certamente geram novos custos para a prefeitura e as concessionárias e beneficiaram a população, mas ainda são muitos os desafios e pontos a serem melhorados para que o transporte tenha a qualidade esperada por todos.