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O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse ontem que as mortes de pelo menos 33 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona Rural de Boa Vista, em Roraima, foram resultado de um acerto de contas entre integrantes da mesma facção, o PCC (Primeiro Comando da Capital). Moraes negou que as mortes sejam "uma retaliação" do PCC a outra facção, a Família do Norte (FDN), após chacina em presídio de Manaus com a morte de 56 presos. As duas organizações criminosas disputam o controle do tráfico de drogas e o interior das unidades prisionais do Amazonas.
"Segundo dados que me foram passados, desde as últimas rebeliões [no presídio de Roraima] houve a separação das facções nesse presídio. Todos [os mortos naquele presídio] eram ligados à mesma facção, que é o PCC. Dos 33 mortos, três eram estupradores e os demais eram rivais internos que haviam traído os demais. Então, na linguagem popular, trata-se de um acerto de contas interno", disse o ministro, ao ressaltar o caso é grave.
Diante do ocorrido, Moraes foi ontem a Roraima para se reunir com a governadora do estado, Suely Campos. O ministro negou que a situação do presídio do estado tenha saído do controle, mas admitiu se tratar de uma "situação difícil".
"Roraima já teve problemas no segundo semestre do ano passado, com 18 mortes em consequência de rebeliões. [No que se refere] à questão de termos rebeliões ou mortes, talvez tenha sido um grande erro cuidar apenas do problema", disse.
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